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Korman Arquitetos ensina como escolher o piso ideal para a casa

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Para o projeto desse chalé, Korman Arquitetos optou por um piso vinílico que evoca a madeira, reforçando a estética rústica. Foto: Gui Morelli

Na hora de reformar e construir, um tópico que gera muitas dúvidas é a escolha do piso ideal – isso porque essa decisão vai muito além da estética. Para ajudar, as arquitetas Ieda e Carina Korman, a frente do escritório Korman Arquitetos, reuniram diversas dicas para eleger o piso corretamente.

De olho no estilo

Segundo as profissionais, entender o estilo da casa é essencial para a melhor escolha do piso. “O pavimento deve seguir a arquitetura da casa, seja ela mais moderna ou clássica. O estilo de vida do morador também interfere diretamente na escolha do piso”, aponta Ieda Korman. Para casas mais coloniais, as arquitetas indicam tábuas de madeira mais largas e mármores clássicos. Agora, para ambientes modernos, o cimento queimado é uma ótima opção, assim como o porcelanato, que reúne toda tecnologia com uma versatilidade estética. “Prefira sempre materiais atemporais, que não sejam datados. Pisos não são trocados constantemente, portanto cuidado com tendências”, alerta Ieda Korman.

Para esse projeto sofisticado, a escolha do Korman Arquitetos foi de um mármore para o piso. Foto: Gui Morelli

Além do estilo do imóvel, a escolha do piso deve ser muito baseada no lifestyle de cada um. “Casas com pet, por exemplo precisam de um piso prático, resistente e que não escorregue, como o porcelanato”, indicam as profissionais do Korman Arquitetos. O mesmo é válido para casas com crianças ou idosos, que necessitam de um cuidado maior para evitar acidentes domésticos.

Necessidades dos ambientes

Mais do que a estética, o piso ideal deve levar em consideração a necessidade específica de cada ambiente – especialmente quando se fala de áreas molhadas, que pedem por pavimentos com maior coeficiente de atrito, que não escorregam e atendem às normas de desempenho. “A atenção especial fica para banheiros, cozinhas e áreas externas, que devem receber pisos resistentes e fáceis de limpar”, diz Ieda Korman. Uma sugestão da profissional são porcelanatos antiderrapantes. “Para cozinhas, opte ainda por um piso que não seja rugoso, para não acumular gordura”, indica.

Já para os ambientes de estar, a escolha é mais baseada na frequência de uso do espaço. “Se for uma casa de anfitrião, com muita circulação, a praticidade de pisos vinílicos e porcelanatos é uma aliada”, dizem as profissionais do Korman Arquitetos. O material e estética, porém, varia de acordo com o estilo de todo o projeto – como o mármore para casas mais clássicas e sofisticadas, madeira para lares aconchegantes e cimentício para ambientes urbanos e modernos.

Em um apartamento contemporâneo, os profissionais do Korman Arquitetos exploraram a estética do cimento no piso. Já no quarto de outro projeto, a madeira veio para trazer aconchego. Fotos: JP Image

Nos quartos, por sua vez, aconchego é a palavra-chave. “Pisos madeirados aquecem e são perfeitos para as áreas íntimas, garantindo conforto térmico”, aposta Ieda Korman.

Cuidados com ambientes integrados

Tendência, os apartamentos integrados pedem por uma escolha cuidadosa dos pisos, especialmente quando se fala de ambientes conectados, mas com diferentes necessidades de uso. “Quando se tem uma cozinha integrada com a sala, por exemplo, o correto é coordenar os pisos dos dois espaços. Existem diversas opções de materiais, como o porcelanato, que apresentam linhas com a mesma estética, mas performance variada”, explica a arquiteta. Assim, é possível optar por uma peça antiderrapante na cozinha, por exemplo, e sua variação polida no living, garantindo integração visual.

Atenção com áreas externas

Nesse projeto, os profissionais do Korman Arquitetos optaram por um piso rústico na área externa. Foto: JP Image

Por fim, o piso para área externa costumeiramente está relacionado com materiais naturais – como pedras, cerâmicas antiderrapantes, tijolos, reforçando uma estética rústica e aconchegante. “A escolha deve ainda levar em consideração as características do espaço, como uma área externa recoberta ou não”, diz Ieda Korman. Para áreas descobertas, o piso antiderrapante é essencial, especialmente para garantir segurança nos dias de chuva. Áreas com churrasqueira pedem também por materiais de fácil limpeza, para praticidade cotidiana.

Tapetes por toda a casa: Saiba qual peça é a mais apropriada para cada cômodo

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Com desenhos geométricos, o tapete desta sala foi escolhido para criar conexão entre os móveis e trazer personalidade para o ambiente | Projeto Liv’n Arquitetura | Foto: Guilherme Pucci

 

Oferecendo mais conforto para os ambientes, o tapete pode ser um dos elementos mais importantes do lar, pois além de proporcionar a sensação de acolhimento, sua escolha tem o poder de transformar completamente a decoração de um projeto, trazendo mais cores e texturas. Muito bem-vindo em todos os cômodos, também cumpre seu papel no quesito funcionalidade, uma vez que sua colocação contribui na missão de delimitar os espaços em projetos com o conceito de integração.

“Trata-se de um elemento que nos ajuda a conectar os móveis do ambiente. À primeira vista, uma sala pode passar a impressão de que os componentes estão sem conexão, mas só de adicionar o tapete já conseguimos criar a ligação entre eles”, comenta a arquiteta Júlia Guadix, responsável pelo escritório Liv'n Arquitetura.

A profissional ainda ressalta que o conforto térmico é outra vantagem que os tapetes agregam. “São percepções muito distintas quando você pisa em um tapete e sente uma temperatura gostosa. No contraponto, é bem diferente da impressão que percebemos o toque direto no piso frio, principalmente agora no frio. O morador preza pelo conforto do tato, a proteção e o visual que o tapete empresta aos ambientes”, diz.

No dormitório, o tapete felpudo tem a atribuição de bem-estar e conforto térmico quando os moradores levam da cama e não tocam os pés diretamente no piso | Projeto Liv’n Arquitetura | Foto: Guilherme Pucci

 

Tapetes em cada cômodo

Para quem não quer errar na escolha do modelo correto, primeiro é preciso avaliar se ele fará sentido na proposta do ambiente onde será disposto. Por aparecer bastante e ser uma superfície grande, o tapete precisa estar bem inserido na decoração, de forma que não destoe dos móveis, objetos e demais acessórios presentes. Pensar na praticidade e manutenção também são pontos que precisam ser levados em consideração, já que em cada ambiente o tapete é utilizado de forma distinta.

- Sala de estar: O décor pode receber diversos tipos de tapetes, incluindo os estampados, coloridos e felpudos, entre outras características. Entretanto, antes de decidir é necessário atentar-se à rotina da casa e a área a ser coberta para que o tapete harmonize com o décor e facilite a manutenção do dia a dia.

Coordenar as cores do tapete com cortinas, quadros e almofadas é um bom caminho para não errar e, no quesito dimensões, a recomendação é adquirir uma peça capaz de cobrir o espaço que compreende a TV e o sofá (entrando embaixo do sofá).

Em salas de jantar, o tapete deve dispor de espaço suficiente para que os moradores possam puxar as cadeiras sem a probabilidade de enroscar nas pontas | Projeto Liv’n Arquitetura | Foto: Guilherme Pucci

 

- Sala de jantar: Neste ambiente, Júlia sugere evitar os tapetes felpudos, já que a probabilidade de cair alimentos é grande e o material dificulta a limpeza. Assim, os indicados são as versões mais baixas, lisas, sem franjas e relevos.

- Dormitórios: com um fluxo menor de pessoas, os tapetes aveludados ou felpudos são bem-vindos, uma vez que corroboram para a sensação de comodidade que o ambiente deve transmitir. Pensando na hora de levantar-se, eles vão muito bem ao lado da cama.

- Cozinha: bastante frequentada pelos moradores, a arquiteta indica a escolha de tapetes resistentes, leves e de limpeza facilitada. No estilo passadeira, a fibra sintética é muito acertada, pois não absorve água, não cria umidade e não forma bolor.

- Banheiro: cumprem um papel muito importante, uma vez que, além de deixar o chão seco, podem evitar acidentes, como um escorregão ao sair do banho. Por isso, os antiaderentes são mais comuns. Pensando na decoração, a dica é optar por tapetes com o estilo do banheiro.

- Área externa: Júlia sinaliza o cuidado com a escolha para a disposição em varandas e quintais, por exemplo. Devem ser resistentes devido à incidência constante de luz e sol, bem como para suportar lavagens constantes. Boas opções são o sisal sintético e o vinil.

 

Medidas e proporções

Em salas de estar, os moradores podem abusar da criatividade na escolha do tapete. Basta que ele combine com a decoração | Projeto Liv’n Arquitetura | Foto: Guilherme Pucci

 

É fundamental que as dimensões da peça compreendem a parte debaixo dos móveis, atingindo assim quase que completamente a área total do ambiente ou, pelo menos, ultrapassando 20 cm dos mobiliários como sofás, poltronas e mesinhas laterais. “Quando um tapete fica estabelecido no centro da sala de estar, por exemplo, além do cômodo parecer pequeno, os moradores podem tropeçar com frequência ao circularem nesta área” explica a arquiteta. 

Com relação à mesa de jantar, é essencial que ao movimentar as cadeiras o tapete não saia do lugar. Para tanto, normalmente Júlia considera uma medida de 70 cm (entre a beirada do tampo da mesa e o fim do tapete) para que morador e convidado possam puxar a cadeira e não movimentar o tapete. “É muito desconfortável quando o tapete embola durante esse movimento”, relata.

Passando para os quartos, o recomendado é que o tapete envolva cama, cabeceira e a mesa lateral. Todavia, é possível reduzir essa área, pois a ideia principal é dispor o tapete ao lado da cama.

 

Pets em casa

Para residências com animais de estimação, tapetes de polipropileno, suede, sarja e lona são excelentes por conta da higienização prática e durabilidade. Na manutenção diária, Júlia orienta a utilização de aspirador de pó e a retirada para lavanderia uma vez ao ano ou sempre que o tapete se apresentar muito sujo.

 

Sujou o tapete. E agora?

Ao cair algo sólido, a dica é retirar com cuidado, visto que se for uma substância pegajosa corre-se o risco de grudar na superfície do tapete. Com líquidos, Júlia aconselha pressionar com folhas de papel toalha e utilizar o material até perceber a absorção completa. Mas depois dessa etapa a mancha pode se fazer presente. “Em geral, para não ter erro, o melhor é empregar sabão líquido neutro com uma esponja macia ou um paninho. Mas é preciso realizar movimentos delicados, já que a força pode desconfigurar a fibra do tapete” alerta.

A profissional ainda faz uma sugestão a ser seguida ainda no momento da compra. “Sempre se informe com o vendedor ou o fabricante qual a melhor forma de limpeza, pois existem muitas variações e nem todos os materiais podem ter contato com a água ou umidade”. Em último caso, o melhor caminho é contratar lavanderias com profissionais especializados na retirada de manchas.

 

Sobreposição de tapetes e ambientes integrados

Em residências com o conceito de integração de ambientes, a sobreposição de tapetes é uma tendência que está super em alta. O recurso pode ajudar quando se tem uma planta diferente, em “L”, por exemplo, deixando os cômodos mais descontraídos. “Essa também é uma maneira de economizar, já que os tapetes menores são mais baratos e, quanto maior o tapete, o custo pode subir exponencialmente. Nessa conta, dois tapetes menores costumam ficar mais acessíveis. Quando o morador já tem uma peça, é só partir em busca de outra para complementar”, esclarece. Para concluir, a instrução é que cores e desenhos conversem bem entre si.

 

O sonho do apartamento na praia: 4 dicas para decorar o imóvel e não estourar o orçamento

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Em Santos, o apto de 55m² foi totalmente reformado. Sensação de mais espaço, clima de lar e praticidade para os moradores descansarem bem pertinho da praia

|Projeto: Oliva Arquitetura | Foto: Renan Soares

 

Um dos sonhos que nutrem nosso coração é aquele chamado apartamento na praia: endereço para aproveitar as temporadas de verão ou dar aquela escapada da correria durante finais de semana ou feriados prolongados. A felicidade da aquisição do imóvel vem acompanhada pela dúvida: como montar e como decorar? “Independentemente da área disponível, o projeto de arquitetura de interiores precisa transmitir as sensações que buscamos quando saímos do nosso lar principal para estar pertinho da praia. Relaxamento, leveza, descontração e frescor devem fazer parte das escolhas”, explica Bianca Atalla, sócia de Fernanda Mendonça no escritório Oliva Arquitetura.

Experientes, a dupla de arquitetas acabou de finalizar a reforma de um imóvel de 55 m² localizado em de Santos, litoral Sul de São Paulo. A obra renovou a história do apartamento, que já fazia parte da vida do proprietário desde os tempos em que saiu da capital paulista para cursar sua graduação na cidade praiana. Com mudanças significativas na planta, Bianca e Fernanda promoveram a integração da área social entre sala de estar, jantar e cozinha. Junto a isso, imprimiram um clima de jovialidade com o uso de tons mais expressivos, como a calma do azul e o quente atribuído ao laranja.

Inspiradas no projeto que realizaram, a seguir, acompanhe as dicas preparadas por elas para compor a decoração de apartamentos na praia:

 

1 - Otimização dos espaços por meio da integração dos ambientes

A fluidez marca a conexão entre sala de estar, jantar e cozinha. Com a demolição das paredes existentes, as arquitetas conseguiram empreender propostas muito bem definidas para cada ambiente da ala social | Foto: Renan Soares

Em plantas menores, como esse apto de 55m² projetado pelas profissionais da Oliva Arquitetura, vale a premissa de que ‘todo centímetro faz a diferença’. Assim, eliminar paredes e integrar ambientes oferece muitas vantagens. Nessa planta, a cozinha alçou status de área social e a circulação tornou-se muito mais gostosa e confortável. “Sem dúvidas, nossa decisão de demolir as paredes originais resultou em um imóvel muito mais agradável”, revela Fernanda.

Nessas otimizações, surgiu também a ideia do banco de concreto que percorre todo perímetro da parede onde está presente. Além de decorar e atuar como assentos extras para moradores e visitantes no estar, ele complementa as posições da mesa de jantar, propiciando também mais fluidez na circulação do imóvel. “Junto com esse respiro, a solução é multiuso, já que serve de apoio como rack para a TV, que tem os equipamentos dentro do nicho que encaixamos em sua parte inferior. Sem contar que dá super certo essa triangulação com quem está sentado na poltrona e no sofá”, detalha Bianca.


2- Soluções e praticidade

No lugar do antigo piso de taco, o porcelanato figura como uma escolha acertada para imóveis na praia | Foto: Renan Soares

Criatividade e praticidade devem nortear as soluções trazidas para o projeto. No capítulo piso, entrou em cena as vantagens do piso porcelanato, que substituiu o taco que estava no apartamento reformado pelas profissionais da Oliva. Fernanda relatou que, em um primeiro momento, pairou uma dúvida sobre a reforma do piso antigo. “A decisão foi muito bem racionalizada, já que levamos em conta o fato de o imóvel estar localizado em frente à praia. Com a areia, que invariavelmente chega nos sapatos e no corpo e se acumula nos vãos, a demanda por manutenção é grande”, esclarece Fernanda. “Não tem praticidade e relação custo x benefício melhor que o porcelanato, ainda mais para um imóvel de veraneio”, complementa.

Para os mobiliários, a recomendação é descomplicar e trabalhar com peças práticas e com características bem definidas. Em um apartamento na praia, a rotina difere-se do endereço principal – um argumento que contribui para equalizar também a questão financeira. “É possível encontrar boas soluções sem a necessidade de investir um valor semelhante para a montagem da morada de todos os dias”, destaca Bianca. Na mesa de jantar, por exemplo, o tampo de vidro sobreposto à madeira reflete um cuidado adicional para a conservação do móvel, sem a preocupação de danificar com facilidade. “Consideramos que em uma casa de praia não dá para ficar ‘paranoico’ com manutenção do mobiliário, até porque muitas vezes trazemos pessoas que não estão em nosso contexto do dia a dia”, avalia. 

 

Cozinha e banheiros com a graciosidade do subway tile branco | Foto: Renan Soares


Otimizar materiais também é uma boa saída para o projeto. Para revestir cozinha e banheiro, as profissionais optaram pelo revestimento subway tile branco. Além do estilo retrô com ares modernos, a definição contribuiu para a unidade do projeto e a economia por comprar um volume maior do mesmo material.

No banheiro, a marcenaria planejada forneceu gavetas e armários para organizar os itens pessoais de higiene. Além disso, uma infraestrutura para que, no futuro, os moradores possam contar com o uso de uma máquina lava e seca para as roupas | Renan Soares

 

Na nova planta do imóvel, a pedido do morador, a área de serviço não foi considerada, ganhando mais espaço para a sala. Embora a intenção do proprietário não seja lavar as roupas durante a estadia no apartamento da praia, Bianca e Fernanda sugeriram promover uma infraestrutura de elétrica e hidráulica para uma possível mudança de planos no futuro. Para tanto, o conceito de uso flexível foi trazido para o banheiro executado com marcenaria planejada e que dispõe de uma espécie de nicho de marcenaria onde é possível instalar uma lava-roupa. “Embora, em um primeiro olhar possa não parecer, o vão interno oferece profundidade para esse uso”, detalha Fernanda.

 

3 - Um décor agradável e com a atmosfera de praia


Cores e o efeito tie-dye evidenciam os sentimentos de um apartamento na praia | Foto: Renan Soares

 

Combinado com o conceito de um apto bem ventilado – contribuindo para a durabilidade do projeto –, o apartamento de praia viabiliza um décor com frescor, leveza, alegria e com a presença de cores. Nas paredes, a pintura foi a técnica escolhida.

Em um mix que agregou portas na cor laranja queimado e o azul – presente na sala e na meia parede que corresponde às cabeceiras dos dois dormitórios –, a graciosidade da técnica do tie dye deixou ainda mais impactante o espaço da área social. “Adoramos esse destaque, pois nosso intuito era trazer algo diferente dos demais acabamentos utilizados e trazer novos ares. Ficou super alinhado com a proposta de refúgio de praia”, diz Bianca.

 

O layout dos dormitórios primou pelo conforto com a disposição das camas e o móvel lateral de apoio. O armário aberto é favorecido pela ventilação natural, evitando o mofo. A prancha de surfe complementa a decoração | Foto: Renan Soares

 

Nos dormitórios, o pensamento de que ‘menos é mais’ favoreceu a proposta de ambientes bem ventilados e otimizados. A meia parede da cabeceira é arrematada pela madeira e os armários abertos foram escolhas acertadas para evitar o desconforto de mofo nos períodos em que o apto estiver fechado.

 

4 - Montagem do apartamento


Próximo ao armário, uma das cadeiras reaproveitadas no projeto foi incorporada como poltrona para ajudar no momento de vestir-se | Foto: Renan Soares

Na elaboração do imóvel, cai muito bem reaproveitar peças em bom estado! Antes de iniciarem a reforma, as arquitetas fizeram um balanço para classificar o que poderia ser incorporado ao novo décor. Cadeiras, banquinhos, móveis laterais dos dormitórios e eletrodomésticos como refrigerador, fogão e micro-ondas ganham um novo visual quando incorporados em um outro contexto. Economizar é fundamental!  “É possível sim fazer uma reforma impactante com custo reduzido e vivenciar essa felicidade de estar na praia sempre que desejar. Compramos apenas os móveis que eram necessários e distribuímos de acordo com a proposta de cada ambiente.”, finalizam Bianca e Fernanda.

Você sabe como utilizar armários aéreos na decoração?

quarta-feira, 19 de maio de 2021


Neste loft com 40m², os armários superiores da cozinha foram projetados na cor azul petróleo e estão localizados acima da pia da geladeira, possibilitando uma melhor organização dos utensílios no projeto de interiores realizado pelas profissionais do escritório Meet Arquitetura | Foto: Henrique Ribeiro

Projetados para facilitarem a organização de ambientes, sendo eles pequenos ou grandes, os armários aéreos são ótimas apostas para organizar, mas sem ocupar espaço extra. Na sua execução, podem expressar diversos estilos decorativos, bem como cores e acabamentos como vidro, espelho e MDF, entre outros produtos. “A solução é muito prática e pode se fazer presente em vários ambientes da casa”, relata a arquiteta Flávia Nobre, sócia da designer de interiores Roberta Saes no escritório Meet Arquitetura.

Na visão da dupla, os armários aéreos, além de auxiliarem na organização, também colaboram para que o visual daquele do cômodo não pareça sobrecarregado, já que é possível mesclar com um móvel acima de uma janela, por exemplo, com a função de usar espaços mais baixos. Para decidir onde instalar, uma dica compartilhada por Roberta é avaliar a altura onde o armário será posicionado. “Sempre precisamos considerar a acessibilidade para que os moradores possam acessá-los com facilidade. Em uma cozinha, por exemplo, não podemos nos descuidar também da distância entre o armário e a bancada da cozinha. Ergonomia e mobilidade são fundamentais”, comenta.

Na varanda gourmet, o armário aéreo complementa o espaço disponível para guardar os itens empregados pelos moradores no preparo do churrasco. Seu destaque fica para o acabamento espelhado, contrastando com o efeito ripado presente na parte inferior da bancada e entorno que reveste e ‘esconde’ a coifa | Foto: Henrique Ribeiro

Modelo ideal

Quanto à escolha do modelo ideal para cada ambiente, essa resolução varia de acordo com o perfil dos moradores e o que eles pretendem armazenar. Roberta explica que, caso o objetivo principal de um armário na cozinha seja a disposição de copos, o ideal é que as prateleiras sejam mais altas para que receber com conforto a altura do item. “No contraponto, o local destinado às xícaras já pode apresentar repartições mais baixas”, completa.

No caso de banheiros pequenos, os armários suspensos contribuem para uma locomoção facilitada do morador, uma vez que o projeto não precisa considerar outros mobiliários de chão para organizar as toalhas, por exemplo. “Além da personalização interna, também é possível ajustar os modelos com relação aos sistemas de abertura ou até mesmo sobre  altura. Se o projeto nos permitir instalar armários até o teto, melhor ainda. Quanto mais área disponível melhor!”, declara a arquiteta Flávia.

Marcenaria revestida de espelho, dando a sensação de estar camuflada no ambiente. O sistema basculante da porta otimiza os espaços | Foto: Henrique Ribeiro

Estilos e criatividade nos armários aéreos

Ainda de acordo com Flávia Nobre, os móveis podem contar com adicionais como portas de vidro, valorizando os itens que serão expostos, e dispor de fitas de LED nas prateleiras internas, agregando um charme ainda maior. Uma outra opção mais sofisticada é conceber as prateleiras em vidro.

Em banheiros, uma decisão acertada é investir no acabamento com espelhos, uma espécie de solução dois em um. Passando para as lavanderias pequenas, o uso desse tipo de móvel deixa o ambiente funcional, pois organiza sem atrapalhar.

Exemplo de móvel suspenso projetado pelo Meet Arquitetura para uma lavanderia pequena | Foto: Henrique Ribeiro

“Nas cozinhas, gostamos bastante de trabalhar com nichos embaixo do armário aéreo para expor objetos decorativos”, declara a arquiteta. Flávia completa com a informação que os nichos devem ser pensados para fazer parte do décor, pois na altura da visão dos todos, evocam um destaque ainda maior.

 

Na cozinha, os nichos abaixo dos armários aéreos possibilitam a exposição de pratos, copos e taças, além de livros de receitas e plantinhas | Foto: Henrique Ribeiro

Casa saudável: 5 dicas que vão trazer mais saúde para os moradores e os ambientes do lar

terça-feira, 18 de maio de 2021

Iluminação natural e boa ventilação são sempre medidas eficazes para manter a saúde da casa | Foto: Unsplash – Patrick Perkins
 
Uma alimentação diversificada, rica em nutrientes e a prática regular de exercícios físicos são apenas dois dos muitos hábitos que devemos ter quando o assunto é uma vida saudável. Mas você sabia que a casa também pode adoecer os moradores? A Healthy Building Certificate (HBC), empresa especialista na consultoria e certificações de construções saudáveis, alerta sobre que o contexto envolvendo materiais utilizados nas construções e reformas, móveis que compõem a decoração e pequenos hábitos diários podem atrapalhar a qualidade de vida dentro do lar.
 
Por conta do desconhecimento, em muitas ocasiões lidamos com produtos nocivos à saúde da casa. Mas a boa notícia é que muitos deles podem ser facilmente substituídos ou excluídos do nosso dia a dia. É preciso estar sempre alerta e buscar informações para fazer escolhas inteligentes”, explica Allan Lopes, fundador e diretor global da HBC, que atua no Brasil e no exterior. Com olhar apurado, ele listou 5 dicas para serem analisadas e seguidas. Acompanhe!
 
1. Quarto relaxante
 
Especializado em biologia da construção, Lopes explica que o dormitório precisa ser entendido pelos moradores como um ‘templo’. “É nesse ambiente que buscamos o descanso para o nosso corpo e reorganizamos as nossas ideias no campo mental. Por isso, ele precisa ser tratado como o centro da casa”, recomenda. Independentemente do estilo decorativo escolhido pelos moradores, ele afirma que, no momento de dormir, o ambiente deve apresentar duas condições essenciais para um sono profundo e relaxante: a ausência de luz, deixando o cômodo totalmente escuro, bem como o silêncio que conduz ao adormecimento.
Investir em móveis naturais, produzidos em madeira, é um dos passos indicados pela HBC para a conquista de um dormitório mais saudável | Foto: Unsplash – Nathan Pakley
 
Além destes cuidados, uma boa pedida também é investir em mobílias com o máximo de componentes naturais possíveis. “Ao definir o mobiliário, recomendo evitar peças que apresentem cola em sua composição ou montagem. Estes materiais, muitas vezes, são tóxicos e nocivos à saúde”, complementa Marcos Casado, CEO da empresa no Brasil. Para tanto, a sugestão é elaborar a disposição do dormitório com móveis de madeira que possuam certificados FSC ou Cerflor com documento de origem florestal da madeira.
 
As substâncias emitidas pela espuma dos colchões podem causar problemas de saúde |Foto: Unsplash - Christopher Jolly
 
colchão também pode ser outro grande vilão dos quartos. A depender do modo de fabricação, os especialistas da HBC revelam que alguns modelos convencionais carregam mais de 150 substâncias, sendo muitas delas nocivas à saúde. O poliuretano e retardantes de chamas são alguns dos componentes tóxicos e que podem causar problemas respiratórios, dores de cabeça e até mesmo câncer. “Sem contar o impacto negativo que esses itens oferecem ao meio ambiente, uma vez que são de difícil reciclagem e podem demorar centenas de anos para a sua decomposição”, detalha Casado. 
 
Entre as opções salutares, a HBC sugere a escolha de colchões produzidos com fibras naturais como o algodão, bambu ou látex.
 
2.  Casa livre de ondas eletromagnéticas
 
Quem já ouviu falar que o uso de micro-ondas pode causar câncer? O mito, que ganhou força baseado no senso comum das pessoas, tem sim um fundo de verdade. As ondas eletromagnéticas emitidas por eletrodomésticos e eletrônicos presentes no cotidiano não provocam tumores, mas podem sim trazer irritabilidade, insônia e dor de cabeça em até 10% da população mundial que é considerada eletrossensível, de acordo com estudos divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 
 
Apesar de saber que é impossível estar 100% livre das ondas, o diretor global da HBC aconselha que exposições excessivas e desnecessárias sejam evitadas, sempre que possível. “Pequenas medidas podem cooperar para o nosso bem-estar. Por exemplo, se os aparelhos eletrônicos não estiverem em funcionamento, desligue-os das tomadas. Pode ser um pouco mais trabalhoso desconectar o roteador de Wi-fi após o uso, mas estamos falando de saúde. Vale a pena tentar!”, incentiva Lopes. 
 
3. Ventilação e iluminação 
 
Uma casa saudável deve ser sempre bem ventilada e naturalmente iluminada. As janelas devem ser abertas, pelo menos uma vez ao dia, e preferencialmente durante a manhã, enquanto a poluição do ar, principalmente nas grandes cidades, ainda estiver menor. A luz do sol e a troca constante do ar ajudam a evitar proliferação de fungos, bactérias e mofos.
 
Manter a casa bem arejada evita até mesmo doenças respiratórias | Foto: Unsplash – Jarek Ceborski
 
Outra dica do CEO da HBC Brasil é evitar o uso do ar-condicionado. Além de prejudicar a qualidade do ar, o aparelho demanda manutenção periódica e não é nada econômico. “Caso seja mesmo necessário o uso do ar condicionado, busque comprar equipamentos que promovam a filtragem e a ionização do ar, além de prever a renovação interna do ar e que sejam silenciosos”, recomenda Casado.
 
4. Mobílias do tamanho certo
 
Na hora de escolher o mobiliário da casa é importante levar em consideração a estatura dos moradores. A altura da pia da cozinha, por exemplo, deve ser adequada e confortável para quem vai utilizá-la na rotina diária. “Questões de medida e proporção devem ser analisadas em todos os cômodos. Tudo deve ser ergonômico e funcional para auxiliar nas tarefas do dia a dia e não trazer perigo às pessoas”, continua Lopes. 
 
5. Home office
 
Ter um cantinho especial para trabalho e estudo, além de trazer benefícios a coluna e postura, também influi na manutenção do foco por mais tempo | Foto: Unsplash – Mikey Harris
 
Com a pandemia, o número de pessoas que aderiram ao home office de forma definitiva cresceu ainda mais. Por isso, algumas adaptações devem ser feitas no lar para atender essa nova necessidade. “Tente separar o escritório do restante da casa. Porém, caso não seja possível, pelo menos setorize este espaço com o uso de uma mesa e cadeira apropriada. O importante é não trabalhar sentado na cama ou sofá com o notebook no colo”, finaliza Casado. 


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