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Espaços gourmet: saiba como cozinha e varanda podem se transformar em ambientes perfeitos para cozinhar e receber

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Churrasqueira elétrica, coifa, eletrodomésticos embutidos na marcenaria e bancada de apoio em Quartzito com espaço para receber os convidados, são alguns dos atributos projetados pela arquiteta Patricia Penna para a varanda gourmet dessa residência | Foto: Sérgio Israel

O termo “gourmet”, no mercado imobiliário, designa varandas com proporções de living e com uma infraestrutura de cozinha, com bancada, cuba, churrasqueira e até cooktop. Até então, esse espaço da casa estava reduzido a uma área externa, com poucos móveis. Mas tudo isso mudou: toda concepção do ambiente é planejada para que o morador possa vivenciar seus momentos de ‘chef’ e desfrutar da companhia de familiares e amigos.

Para a arquiteta Patricia Penna, à frente do escritório Patricia Penna Arquitetura & Design, essa nova proposta promove um upgrade do formato tradicional do ambiente para uma área mais funcional, com um toque de estar. “Para ser gourmet, deve-se evocar o ‘receber’ com charme e personalidade”, declara. Ela ainda ressalta que os equipamentos precisam refletir o estilo de vida dos moradores e que podem variar entre adegas, churrasqueiras, cervejeiras, fornos e cooktops mais elaborados, gavetas aquecidas ou refrigeradas, entre outros aparatos que dão suporte ao morador que prepara suas receitas. Experiente, a arquiteta Patricia Penna enumera os pontos que devem ser observados na concepção de cozinhas e varandas gourmets. Acompanhe:

1) Projeto de um espaço gourmet

No caso das varandas para apartamentos, elas estão cada vez mais espaçosas e têm sido integradas ao interior dos apartamentos e isoladas do exterior, por meio dos fechamentos em vidro. “Dessa forma, conseguimos a ampliação do setor social, quando o cliente deseja”, explica Patricia.

Já em residências, onde o projeto arquitetônico permite mais liberdade em seu desenvolvimento, o gourmet pode estar separado do corpo principal da residência, passando a compor o setor de lazer ou estar no corpo principal, junto à cozinha ou à sala. “Se optarmos por conectar o espaço gourmet com o corpo da casa, também podemos incluir elementos que em via de regra não estariam em uma varanda gourmet de apartamento. Cada caso é um caso”, avalia a profissional.

 

 

Varanda gourmet projetada para com fechamento em vidro e persiana, bancada com banquetas altas e churrasqueira. Na planta do apartamento, o ambiente completou a área social do imóvel | Foto: Leandro Moraes

 

2) Material para as bancadas

 

Para as bancadas de apoio ou ilhas, a profissional recomenda materiais resistentes a impactos, calor, abrasão e insolação. Dois tipos estão disponíveis no mercado: os sintéticos, compostos de quartzo como ‘Laminan’ e ‘Dekton’; e os naturais, como os quartzitos e granitos. “É valioso destacar que todo material natural precisa de impermeabilização e que, depois de instalado, é preciso estar atento às possíveis alterações físicas”, relata Patricia.

 

Nessa bancada extensa da cozinha, que serve como apoio na hora de cozinhar ou para as refeições diárias, o material utilizado foi o Quartzito Silver |Foto: Leandro Moraes

 

 

3) Melhor coifa para espaços gourmets

 

Esse é um dos elementos mais importantes para uma área gourmet, pois assegura que os demais ambientes da casa não fiquem engordurados – lembrando que o odor do preparo dos alimentos não é eliminado com coifa. Para Patricia Penna, o ideal é que as coifas sejam executadas sob medida, pois têm condições de atender as demandas específicas de cada equipamento - rangetops, cooktops, churrasqueiras e grelhas, por exemplo.

 

Caso a intenção seja eliminar o odor, além da gordura, o indicado são as coifas com cortina d’água. Lembrando que, as coifas tradicionais demandam exaustão paro exterior. Ou seja, demandam a prévia instalação de dutos que farão a exaustão da gordura e ar quente para o exterior. Ja os depuradores sugam as gorduras que ficam presas em seus filtros.

 

Nessa cozinha gourmet, os clientes queriam o cooktop localizado na ilha, sobre o qual foi instalada uma coifa executada sob medida para o ambiente | Foto: Leandro Moraes


4) Churrasqueira e forno de pizza para ambiente integrado

Para essas situações, a arquiteta sugere algumas soluções que devem estar sempre atreladas às dimensões do espaço, assim como a frequência de uso dos equipamentos. No tocante aos fornos de pizzas, o mercado dispõe dos modelos incríveis que podem apenas ser apoiados sobre bancadas, ou versão tradicional executada com tijolos ou cerâmica.

O mesmo se aplica às churrasqueiras. Há versões a gás ou de pedras vulcânicas, que devem ser apoiadas sobre as bancadas (devidamente planejadas de acordo a cada eletro), como um cooktop, além das tradicionais. “Cada ambiente precisa ser projetado de modo único e exclusivo, atendendo as necessidades dos moradores, seu estilo de vida e respeitando o espaço”, comenta a arquiteta Patricia Penna.

 

Nesse projeto realizado pelo escritório de Patricia Penna, por se tratar de um ambiente grande, a opção foi incorporar uma churrasqueira a gás com coifa | Foto: Leandro Moraes


5) Dicas de como armazenar utensílios de cozinha

 

A recomendação é sempre organizar com praticidade, de modo que todos os elementos estejam sempre à mão. Na marcenaria planejada, é interessante pensar em gavetões e armários aéreos, além de prateleiras e suportes. “Gosto de potes charmosos e aparentes para acondicionar os temperos ou para aqueles petiscos do dia a dia. Recomendo sempre que os moradores encontrem a medida ideal entre a estética de gosto pessoal e a praticidade”, finaliza a arquiteta.

 

Os elementos para organizar utensílios e temperos combinam com as cores das panelas, propiciando uma decoração harmônica no ambiente | Foto: Ronaldo Rizzutti

Saiba escolher o melhor tipo de cozinha para sua casa, com dicas de Korman Arquitetos

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Para o projeto desse loft, Ieda e Carina Korman, do Korman Arquitetos, optaram pela cozinha em ilha. Foto: JP Image

De uns tempos para cá, a cozinha ganhou protagonismo nos lares – e não é para menos! Mais do que um local de preparo de refeição, é nela que podem acontecer encontros e conversas regadas a um bom vinho. Por isso, é essencial escolher o formato que melhor atende aos gostos e necessidades da família. “Existem diversos formatos de cozinha, cada um com sua funcionalidade, determinados pela planta do imóvel ou em reformas posteriores. Para escolher o tipo ideal, é essencial pensar nas medidas do ambiente e no estilo de vida dos moradores”, indica Ieda Korman, a frente do escritório Korman Arquitetos. Ela, ao lado de sua sócia Carina Korman, separaram diversas dicas e inspirações sobre os principais modelos de cozinha.

Cozinha Linear

Para esse projeto com cozinha compacta, Ieda e Carina Korman optaram pelo formato linear. Foto: JP Image

Segundo Ieda e Carina Korman, a cozinha linear é o tipo ideal para apartamentos pequenos. “Isso porque ela ocupa menos espaço, mantendo-se prática em seu manuseio”, apontam as arquitetas. Como o nome já diz, esse tipo de cozinha se configura em uma linha reta, em que o fogão, pia e geladeira ficam alinhados sobre uma bancada – o que também a faz perfeita para ambientes estreitos. “Para aproveitar mais o espaço, armários superiores ou prateleiras são ótimas opções”, diz Carina Korman.

Cozinha em Ilha

Projeto de loft do Korman Arquitetos utilizou cozinha em ilha. Foto: JP Image

Apesar de muito amada, a cozinha em ilha é aquela que demanda mais espaço. Ainda assim, é uma bela opção para ampliar e integrar ambientes. Nela, existem normalmente duas bancadas de trabalho – uma encostada na parede, e outra paralela e solta no meio do ambiente, chamada de ilha. “A ilha pode assumir diferentes funções, desde uma bancada de refeições e até apoio para o trabalho, recebendo cooktop e exaustor”, indica Ieda Korman. Segundo as profissionais do Korman Arquitetos, o essencial é se atentar à circulação do espaço. “É importante deixar ao menos 80 cm livres no entorno da ilha, para que a circulação e uso dos equipamentos não sejam comprometidos”, explicam.

Cozinha em U

Para essa casa de praia, as profissionais do Korman Arquitetos optaram pela cozinha em U. Foto: Gui Morelli

Muito funcional e com a circulação fácil e bem distribuída, a cozinha em U é perfeita para ambientes amplos e utiliza três paredes para apoiar as bancadas. “Uma de suas vantagens é possibilitar diversas superfícies de trabalho, com todos os setores da cozinha próximos”, diz Ieda Korman. Além disso, é possível dispor diversos armários e gaveteiros no projeto, deixando tudo em seu devido lugar.

Cozinha em L

A cozinha em L desse projeto de Carina e Ieda Korman ganhou até mesmo banquetas, para refeições rápidas. Foto: Gui Morelli

Ótima para otimizar ao máximo o espaço, a cozinha em L prioriza a circulação e funciona em espaços pequenos, pois aproveita bem os cantinhos do ambiente. “O ideal é apostar em móveis sob medida para esse tipo de cozinha, aproveitando cada centímetro”, explicam. Seu formato em L também permite liberar espaço para uma pequena mesa de refeições, por exemplo, transformando o ambiente em uma copa-cozinha.

 

Azulejo na decoração de interiores: profissionais trazem dicas e inspirações para utilizar o artefato no ambiente

segunda-feira, 26 de abril de 2021


Nesta cozinha, os azulejos em tons fortes de azul e cinza foram desenhados pelos arquitetos Renato e Erika e desenvolvido pela Eliane Revestimentos com exclusividade. | Foto: Luis Gomes

 

Se antes era visto apenas como um revestimento, atualmente é cada vez comum vermos decorações com azulejos, um elemento que pode destacar uma parede das demais e trazer grande trunfo a um espaço com suas características específicas, incluindo as texturas, cores e formatos!

De acordo com o arquiteto Renato Andrade, do escritório Andrade & Mello Arquitetura, com a renovação arquitetônica, o azulejo passou a ser visto como material de protagonismo, sinal de renovação e até de expressão artística. “O uso deste material, que resiste ao tempo, se inova a cada dia, inclusive nas possibilidades funcionais. Vejo o azulejo como um elemento que nos permite registrar, no décor, uma expressão que corrobore com o estilo dos moradores”, explica.

Para que conheça mais sobre ele e como utilizá-lo em um espaço, Renato e sua sócia e arquiteta Erika Mello, separaram algumas informações importantes sobre o objeto decorativo. Acompanhe.
 

Nesta cozinha, o azulejo preto desenhado exala elegância e acompanha a tonalidade da bancada, dividindo o protagonismo para a marcenaria colorida. | Foto: Luis Gomes

 

Tamanho – qual escolher?


Não existe nenhuma regra para a definição das dimensões do azulejo. Entretanto, sua escolha precisa ser cuidadosa a partir do ambiente que o receberá. “Cada vez mais estamos abandonando a ideia do rejunte como um complemento inerente na aplicação dos revestimentos. Adotamos critérios que também são empregados para outros materiais, mas que podem garantir um resultado lindo e muito funcional”, detalha a arquiteta Erika Mello.

 

Para cozinhas, por exemplo, que concentram um volume expressivo de gordura por conta do preparo de alimentos, a recomendação é optar por superfícies lisas e com cantos retificados. Azulejos com texturas, e que necessitem de muito rejunte, demandarão uma manutenção mais complicada, gerando desconforto ao morador. Vale ainda considerar que peças muito pequenas requerem um volume maior de rejunte. No tocante aos banheiros, os profissionais do escritório esclarecem que a situação é bastante semelhante, pois o revestimento acumulam a gordura corporal combinada aos produtos de higiene. “Dessa forma, a especificação para o ambiente também requer critérios. Em nossos projetos, damos preferência às peças maiores, lisas e retificadas”, complementa Renato.

 

Com o advento do LED, o azulejo dessa cozinha alçou destaque com a fita embutida na marcenaria | Foto: Luis Gomes

 

Composição – como combinar?

 

Não é necessário que o azulejo esteja 100% combinando com as demais cores eleitas para as paredes ou que apresente o mesmo tom do mobiliário. Segundo Renato, é ainda mais bacana a ‘brincadeira’ de tonalidades, principalmente quando o revestimento se realça no espaço.

Outra opção interessante, que é comumente realizada, se traduz na combinação de dois ou mais azulejos em um único ambiente. De acordo com a arquiteta Erika Mello, dependendo da escolha de revestimentos, a composição pode se tornar muito moderna. “Para tanto, dedicamos um olhar preciso aos contrastes provocados por esse mix de cores e texturas. A ajuda de um profissional habilitado faz-se essencial”, elenca.

 

Nesta cozinha, os profissionais propuseram um azulejo colorido, que remete ao visual do ladrilho hidráulico, para evidenciar o amarelo da marcenaria| Foto: Luis Gomes
 

Manutenção – como limpar?

 

As superfícies dos azulejos são preparadas para receber produtos de limpeza, facilitando o dia a dia dos moradores. Para o arquiteto Renato Andrade, o que pode tornar mais complicada esta manutenção, é o tamanho da peça e a quantidade de rejunte presentes para finalizar os acabamentos.

 

 

 Neste banheiro, o revestimento retangular permitiu a aplicação em formato geométrico, conhecido como efeito chevron. | Foto: Luis Gomes

Porcelanato é material ideal para bancadas de cozinha

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Nesse projeto da arquiteta Elis Hornig, a bancada foi revestida com a linha Statuário, da Roca Cerámica. Foto: Ana Vanin

Resistência, facilidade de limpeza e praticidade são itens essenciais para toda bancada de cozinha. Por isso, cada vez mais o porcelanato aparece como protagonista do espaço, se apresentando como um material tecnológico que ainda é versátil e belo. “Por ser um revestimento de alta tecnologia e pouco poroso, o porcelanato é uma escolha segura para bancadas. Ele ainda é uma das opções mais higiênicas do mercado”, aponta Christie Schulka, Marketing Manager da Roca Brasil Cerámica, empresa referência no setor e detentora das marcas Roca Cerámica e Incepa.

Segundo Christie, a baixa absorção de água do porcelanato é a característica que mais o destaca em relação a outros materiais. “Essa pouca porosidade evita que ocorram manchas e dispensa manutenções que as pedras naturais demandariam”, diz. O porcelanato ainda é extremamente resistente, tanto a riscos, quanto à variação de temperatura, podendo receber sobre si até mesmo panelas quentes ou até um forno de indução. Outra grande vantagem é sua fácil limpeza. “Diariamente, a limpeza deve ser feita apenas com um pano úmido e, no caso de respingos ou sujeiras mais pesadas, pode-se optar pelo detergente neutro ou saponáceos cremosos”, indica Christie.

Linha Marble Sorrento, da Roca Cerámica, e linha Galileu e Venatino, da Incepa

Não são apenas as características técnicas do porcelanato que o tornam o revestimento ideal para bancadas de cozinha – sua versatilidade de cores e texturas permite a criação de projetos com diversos estilos e propostas, levando para a cozinha a estética de materiais que, antes, não seriam indicados para o espaço – como a madeira. “Em nosso portfólio contamos com uma enorme variedade de acabamentos e texturas, reproduzindo com perfeição pedras naturais, como mármores, e até mesmo o concreto”, afirma a gerente de marketing da Roca Brasil Cerámica.

Linha Athos, Allure e Calacata Gold, SuperFormatos da Roca Cerámica

Para otimizar os projetos e permitir a construção de bancadas sem emendas, a Roca Brasil Cerámica ainda oferece revestimentos em SuperFormatos – são peças de 100 x 200, 120 x 250 e até 150 x 300 cm, com apenas 7 mm de espessura. “Nossos SuperFormatos permitem a criação de bancadas com uma peça única, garantindo o mesmo efeito e uniformidade que se teria com uma bancada de pedra natural”, diz Christie. Isso tudo aliado com muita leveza, que garante fácil manuseio e agilidade na aplicação. Para resultado perfeito, a aplicação e execução deve ser feita com mão de obra especializada, de preferência de marmoristas. “Investimos em treinamentos de diversos marmoristas, em busca de um trabalho cuidadoso e correto”, expressa a Marketing Manager.

Quer montar uma varanda gourmet incrível? O escritório PB Arquitetura te ensina!

sábado, 17 de abril de 2021

Varanda gourmet de estilo rústico Projeto de PB Arquitetura e foto de Eric Romero

A varanda gourmet sempre foi um dos espaços mais queridos do lar. Em tempos de isolamento social, o ambiente ganhou ainda mais destaque. Muita gente decidiu montar, reformar ou fazer pequenas melhorias no ambiente para curti-lo ainda mais, ou já deixar tudo prontinho para quando os encontros entre os amigos voltarem ao normal. Os arquitetos Priscila e Bernardo Tressino, com experiência nesse tipo de projeto, contam como algumas características e cuidados importantes podem fazer toda a diferença para o dia a dia. Confira!

“A varanda, seja em casa ou apartamento, é onde ficamos junto com as pessoas que amamos para bater um papo gostoso, fazer um almoço ou churrasco especial, curtir uma área verde ou o movimento da rua. Enfim, que permanecemos longos períodos e esquecemos de tudo à nossa volta. Por isso, é necessário que o local seja bem funcional e, principalmente, confortável. Um bom projeto de paisagismo também faz toda diferença para dar o toque final”, conta Priscila.

A varanda gourmet conta com a alegria dos revestimentos coloridos e uma churrasqueira
Projeto de PB Arquitetura e fotos de Eric Romero
 

O que não pode faltar?

Segundo os profissionais, a churrasqueira é um pedido unânime dos moradores na hora de montar ou reformar a varanda. “Não importa o tipo, seja a gás ou a carvão tradicional, os moradores sempre gostam”, diz Bernardo. Mesas de refeições amplas com bancos e cadeiras para abrigar a família também são desejos recorrentes. Para completar, mesas de jogos diversos, TV ou telão, além de um sistema de som para acompanhar o futebol ou uma boa música também estão na lista dos sonhos dos clientes.

A mesa de jogos, ao fundo, contribui para o clima de descontração da varanda. A ampla mesa é perfeita para almoços de família Projeto de PB Arquitetura e foto de Henrique Ribeiro

Tipo de Decoração

Entre os principais estilos, o mais solicitado pelos clientes é o rústico, porém o mix no décor também cai muito bem, trazendo o clima da praia ou da fazenda para a cidade. “Elementos como poltronas, sofás e até mesmo aquela rede preguiçosa para deitar tornam a varanda o lugar mais gostoso da casa”, conta Bernardo.

A varanda é marcada pelo charme dos ladrilhos hidráulicos, além da funcionalidade da churrasqueira e da chopeira 
Projeto de PB Arquitetura e fotos de Eric Romero
 

Revestimentos, Móveis e Materiais

Para a pia e o balcão, as bancadas de granito ou de materiais sintéticos são as mais recomendadas, por não mancharem com tanta facilidade. Devido à funcionalidade da churrasqueira, com constante exposição à gordura e fuligem, a escolha por revestimentos resistentes e de fácil limpeza é super importante! No caso específico de varandas abertas, com maior risco de apresentar áreas molhadas, o cuidado precisa ser redobrado, portanto investir em pisos antiderrapantes é fundamental para a segurança.

Para as varandas predominam revestimentos e mobiliários mais rústicos, de madeira ou fibra (natural ou sintética). A paleta de cores segue uma linha mais natural em tons terrosos. “Para trazer mais descontração para quem ama cores no décor, a aposta fica por conta de tons de verde, azul, laranja, e tudo que remeta às cores da natureza, água, folhas e flores”, indica Priscila.

Parede verde traz o clima de natureza para a varanda Projeto de PB Arquitetura e foto de Renata Caro

Melhor aproveitamento

“Gostamos muito das mesas com bancos ao invés de cadeiras. Primeiro, porque podemos encostar na parede e livrar parte da circulação, além de conseguir acomodar mais pessoas. Sempre que o cliente topa, a gente inclui nos nossos projetos”, conta Priscila.  Além dessa dica, para quem tem um espaço maior, os arquitetos também indicam criar uma área de estar junto à área de churrasqueira, pois a permanência nesses ambientes é mais prolongada.

Varanda em apartamentos

Para quem mora em prédio, na hora de fazer as alterações na varanda é preciso estar atento. Os profissionais alertam, que em caso de apartamentos, é necessária a aprovação do condomínio em várias situações, tais como a troca de revestimentos externos, o fechamento de vidro, ou a retirada da porta da varanda para a sala, no caso de integração de ambientes.

Cuidados

Importante: Para que tudo fique perfeito, na hora de montar a varanda gourmet, é preciso verificar as instalações gerais, tais como elétrica, hidráulica e gás para garantir a segurança e conforto. “Tudo deve ser adaptado de acordo com o local para o funcionamento pleno de todos os equipamentos”, conclui Bernardo.

Varanda de jantar: integração, aproveitamento da planta e bem-estar são algumas das razões para elaborar o ambiente nesta área do apto

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Com o deslocamento da sala de jantar para a varanda, o apartamento ganhou abrangência | Projeto: Oliva Arquitetura | Foto: Mariana Orsi

 

Há muito tempo a varanda deixou de ser aquele espaço de segundo plano do apartamento ou apenas complementar para receber algumas plantinhas. Seja para ampliar a área útil do lar, ou seja para promover bem-estar para os moradores, a varanda mostra cada vez mais a sua relevância nos projetos.

Entre as tendências que o profissional de arquitetura de interiores ou o morador podem implementar para essa área está o posicionamento da sala de jantar. A ‘varanda de jantar’ pode se configurar como uma solução, no caso de imóveis pequenos, como também um novo olhar na decoração residencial. “Por contarmos com o fechamento de vidro e a discrição das persianas que sempre instalamos por todo perímetro do espaço, sem dúvidas o projeto ganha um algo a mais. Já pensou jantar com a participação da luz noturna ou a possibilidade de apreciar uma deliciosa vista do bairro?”, revela Fernanda Mendonça, arquiteta do Oliva Arquitetura.

Para a também arquiteta e sócia do escritório, Bianca Atalla, a localização da varanda confere um clima despojado e um charme que a formatação clássica da sala de jantar não traria. “Pensando nas oportunidades em que os moradores recebem amigos, sem dúvidas o ambiente fica mais descontraído, deixando de lado aquela formalidade que o jantar carrega, mas sem esquecer da elegância”, diz.

Pensando nessa composição, as profissionais do Oliva Arquitetura enfatizam a necessidade da instalação da cortina de vidro, essencial para a proteção contra as intempéries da chuva e do sol, além do conforto térmico. “Na época de outono e inverno, por exemplo, ninguém se sentirá confortável em estar, por um longo período, sentindo frio”, conta Fernanda. Além disso, junto com a especificação dos materiais utilizados na varanda, deve-se evitar o piso de madeira, que pode deformar em contato com a água ou apresentar problemas em função da incidência do sol. “Porcelanato é uma excelente pedida e atende com muita eficácia tanto na parte técnica, como na estética, por conta da variedade de acabamentos”, conta Bianca. Da mesma forma, o tecido que reveste as cadeiras deve ser resistente à água e protegido contra os raios solares. “No tocante à iluminação, sempre conferimos com as normas do edifício o tipo de luz e acessórios que devem ser especificados na varanda”, completa.

A seguir, confira as inspirações de projetos realizados pela dupla da Oliva Arquitetura:

 

1) Sala de jantar na varanda do imóvel de 65m²

Projeto Oliva Arquitetura | Foto: Mariana Orsi

Para a moradora deste apto com 65m², a varanda foi integrada como parte da área social do imóvel. No piso, que se fez presente em toda a planta, o porcelanato que imita madeira foi eleito com o intuito de propiciar a sensação de aconchego, facilitar a limpeza e compor a paleta de tons neutros presente em todo o projeto de arquitetura de interiores. Retangular, a mesa de jantar é acompanhada por seis posições de cadeiras. Como suporte, as arquitetas também consideram a presença de um armário para guardar as louças e demais objetos que integram os momentos especiais para servir. “No final das contas, a sala de jantar ficou em uma posição muito privilegiada e com um espaço bastante agradável e convidativo. Sem contar que o apto parece maior que sua área real”, destaca a arquiteta Fernanda.

 

2) Sala de jantar no apto com 35m²

Projeto Oliva Arquitetura | Foto: Julia Ribeiro

O layout funcional e inteligente foi premissa para a concepção do projeto de arquitetura de interiores deste apto com apenas 35m². Morada de um jovem casal no início da vida a dois, o desafio das profissionais da Oliva Arquitetura era conceber uma planta com ‘de tudo um pouco’ e, para tanto, o planejamento, a marcenaria e a incorporação da varanda foram pontos cruciais para essa percepção de um imóvel maior do que realmente é.

Dessa forma, cozinha e jantar encontram-se praticamente na varanda. Com uma pequena mesa acompanhada por quatro cadeiras coloridas, a bancada da cozinha recebe o cooktop e tem sua extensão que faz as vezes de apoio durante os eventuais jantares especiais. “Gostamos muito dessa leveza que alcançamos. Sempre afirmamos que a limitação de área não é motivo para eliminar um ambiente ou mesmo passar aquela sensação de apertado”, detalha Bianca.

 

3) Jantar com clima de área gourmet 

 

Projeto Oliva Arquitetura | Foto: Jenifer Gimenez

No apartamento com 112m², a dupla aproveitou a amplitude da varanda para caprichar na mesa de jantar. Ao lado da área gourmet – com direito à churrasqueira, bancada com cooktop e outra com pia, armários e um frigobar –, uma mesa de madeira foi composta com a brasilidade das cadeiras com encosto em palhinha.

Para o bem-estar dos moradores e convidados, as normas do edifício possibilitaram a construção de uma cobertura com estrutura metálica e fechamento de vidro. Nessa atmosfera de paz, pratos e conversas no entorno da mesa, sem pressa para acabar.

Cozinhas com histórias e afeto: dicas e inspirações para aqueles que buscam exaltar as memórias no ambiente

quinta-feira, 1 de abril de 2021


 

Nessa cozinha, a arquiteta Cristiane Schiavoni se inspirou nos ares mineiros para evocar a memória afetiva dos moradores. Na sua composição, a aplicação do revestimento inspirado na azulejaria portuguesa e o charme da marcenaria com estilo clássico, destacando os armários com vidro e o trabalho na madeira. | Foto: Raul Fonseca

 

No universo da gastronomia, chefs, culinaristas e cozinheiros são unânimes em afirmar que o amor é um ingrediente fundamental que não pode faltar no preparo dos pratos. O prazer, a felicidade e as memórias que uma receita nos proporciona influenciam diretamente no sucesso daquilo que se deseja realizar.

Em casa, muito mais que uma estrutura muito bem pensada, a decoração com o viés afetivo promove uma conexão ainda mais forte na relação da cozinha com a vida dos moradores. Junto com a estética, o projeto pode – e deve! – destacar histórias, lembranças e sensações. “Nosso papel como arquitetos é conhecer a essência de cada cliente, descobrir o que é importante e, junto com as premissas de uma cozinha bem planejada para quem ama cozinhar, trazer elementos que se conectem com a emoção. A cozinha tem esse poder”, defende a arquiteta Cristiane Schiavoni, à frente do escritório que leva seu nome.

Com sua experiência na realização de projetos residenciais, a profissional afirma que a relação entre a arquitetura de interiores e as memórias afetivas fortaleceu-se ainda mais, principalmente no momento que estamos vivenciando. “Ao ressignificar a importância de nossos lares, tenho acompanhado esse desejo por parte dos clientes que atendemos em nosso escritório. O encanto da decoração não está pautado nos estilos, mas no conforto emocional e no bem-estar que aliamos nessa execução”, complementa Cristiane.

Mas como projetar uma cozinha com histórias e afeto? Confira a seguir as dicas que a profissional separou para ajudar nessa missão.

 

Uma cozinha acolhedora. Para alcançar essa essência, a profissional investiu em materiais que pudessem remeter à infância da moradora, como a marcenaria no tom vermelho coral. Além disso, a arquiteta Cristiane Schiavoni apostou nas cadeiras Eames forrada com tecidos estampados como referências aos anos 60 e 70, décadas marcantes para a cliente. | Foto: Carlos Piratininga

 

Uma forte relação com o vintage x retrô

Dois estilos clássicos que estão ligados ao afetivo são o retrô e o vintage. Mas qual a diferença entre eles? Segundo a especialista Cristiane Schiavoni, ambos são parecidos, mas existe uma linha tênue que determina suas diferenças. No caso do vintage, o décor está associado ao uso de peças antigas, geralmente datadas entre as décadas de 1920 a 1960 ou quando a decoração engloba móveis herdados de familiares ou de alguém especial. Já o retrô se traduz em uma releitura de obras passadas que remetem a sentimentos e memórias afetivas. “Realizo muitos projetos inspirados no estilo retrô. Eles se encaixam nessa questão da linguagem e personalidade dos moradores, ligado também as suas origens”, revela.


Cores

Para a profissional, a definição da cor não é pautada em regras, haja vista ela deve representar a lembrança que será conduzida na construção da cozinha. Entretanto, a visão do profissional de arquitetura é fundamental para auxiliar na mistura de tons. No caso do vintage, tons impactantes como o preto, verde oliva, amarelo e vermelho podem ser bastante utilizados. Já entre os tons mais suaves estão as cores branco, azul e verde”, indica Cristiane.

 

 

Neste projeto, o azul petróleo veio para reforçar essa ideia do antigo. Nessa composição, o porcelanato que imita ladrilho hidráulico aplicado no backsplash da pia acompanha o estilo vintage do décor. | Fotos: Raul Fonseca


Personalidade

Uma cozinha afetiva e de personalidade não implica em ter os demais cômodos do projeto em uma toada semelhante. Porém, essa liberdade deve seguir em consonância com os demais ambientes, de forma a não destoar. “É possível manter a cozinha com cores e pisos diferentes, sim, mas com uma unidade e propósito. Com as lembranças ali expostas, moradores e convidados devem sentir a conexão e a alegria do estar no espaço”, compartilha a arquiteta.

 

Objetos e texturas

São os objetos, materiais ou texturas que contribuem para que um ambiente provoquem sentimentos para os moradores ou visitantes. Por isto, são muito essenciais em uma cozinha afetiva.

É muito comum a escolha de vasos com plantas, louças coloridas, panelas antigas ou um móvel que segue perene com o passar do tempo. Entre as texturas, pode ser interessante investir em revestimento cerâmico ou um porcelanato com tons amadeirados, além dos ladrilhos hidráulicos coloridos, que podem ser evidenciados junto com marcenaria”, diz a arquiteta. Para ela, o olhar apurado aos detalhes que contribui com o todo.

 

  

Nesta cozinha, a proposta da arquiteta era fazer com que os moradores se sentissem em casa. Para isso, a profissional identificou esse gosto em comum pelo retrô e abusou do azul, tom que já era bastante utilizado pelos clientes. | Fotos: Carlos Piratininga

Bancadas para cozinhas pequenas: arquiteta Karina Korn explica como criar a integração agradável para espaços menores

quarta-feira, 3 de março de 2021

  

À esquerda, bancada de cozinha assinada pela arquiteta Karina Korn. À direita do mesmo projeto, sua extensão acompanha o móvel do painel da TV | Fotos: Luis Gomes 

Com o advento dos imóveis com metragem quadrada reduzida, a integração de ambientes e as soluções arquitetônicas muito bem estruturadas resolvem a equação ausência de espaço x versatilidade no morar. Cozinha e sala de estar já não contam com paredes para ‘dividir’ os ambientes e o layout definido pelo profissional de arquitetura de interiores é o recurso que demarca a individualidade de cada cômodo. “É fato que a cozinha se acoplou à ala social dos imóveis”, define a arquiteta Karina Korn, do escritório que leva seu nome. “Não é necessário muito trabalho para criar um ambiente integrado. Já vimos muitos projetos de cozinhas apertadas que, ao substituirmos uma parede por uma bancada bem desenhada, alcançamos outra atmosfera”, complementa.

Na maioria das vezes, a bancada é quem condiciona a ‘fronteira’, agregando beleza e funcionalidade. Assim, que tal uma dose de inspiração? Com base em seus projetos, Karina Korn compartilha dicas para projetar bancadas funcionais e muito estilosas. Confira! 

Materiais

À esquerda, bancada de cozinha assinada pela arquiteta Karina Korn. À direita do mesmo projeto, sua extensão acompanha o móvel do painel da TV | Fotos: Luis Gomes 

É sempre importante que móveis e elementos decorativos estejam em harmonia com o restante da decoração. E essa condição se revela ainda mais fundamental quando nos referimos ao que evidenciará a integração dos ambientes: tudo precisa ‘conversar’ entre si. Para o revestimento e a execução da bancada, o projeto de arquitetura de interiores pode contar com materiais como madeira, porcelanato, o tradicional granito e o mármore, entre outros. 

“Um dos meus materiais favoritos para bancadas é a madeira. Mas cabe aqui a ressalva de especificarmos uma peça de qualidade, como a Teca, que oferece uma impermeabilização impecável. Além disso, a madeira é multifacetada e combina com praticamente todos os estilos de decoração”, garante Karina.

Formatos e praticidade

Por uma questão de praticidade e até segurança, as cozinhas não podem ser privadas de um em espaço mínimo. “Como trabalhar com o preparo de alimentos, passar algumas horas executando uma receita, sem uma circulação minimamente confortável?”, discorre a arquiteta. No tocante às bancadas, seu trabalho é visualizar o layout do projeto como um todo para desenhar aquela que melhor responde em todos os aspectos: desde a sua aplicabilidade no dia a dia, a estética e como|onde devem estar. “A bancada é um elemento multifuncional da cozinha que servirá para apoiar eletrodomésticos, comer e, em alguns casos, até acoplar um cooktop. Por isso, é necessário que o formato seja detalhadamente estudado”, relata Karina. 

Em cozinhas pequenas e com necessidade de integração, ela compartilha sua predileção pelo formato em ‘L’. De acordo com a profissional, a disposição é prática, engloba as extremidades e costuma atender com bastante eficiência. “Já conseguimos adicionar uma bancada em formato de ilha em um espaço pequeno. A matemática da arquitetura, somada às boas ideias, surpreende!”, sorri.

Por ser mais limitada, a bancada de uma cozinha pequena deve, impreterivelmente, manter-se organizada. Para tanto, armários sob medida e uma atenção especial do morador podem se configurar como recursos valiosos e aliados para a rotina do dia a dia.

 

Para maior integração no projeto, Karina Korn integrou a bancada da cozinha ao painel da TV, criando um elegante design contínuo | Fotos: Luis Gomes



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