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Camas diferentes no décor: dicas e inspirações para deixar o dormitório personalizado e aconchegante

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Nesse dormitório com o azul predominante na parede e no enxoval, a inspiração de ‘outrora’, com a cabeceira que remete ao uso do ferro, remonta ao romantismo das camas vitorianas que teve início no século XIX | Projeto Cristiane Schiavoni | Foto: Carlos Piratininga

 

Não é nenhuma novidade que a cama é o elemento mais importante de um dormitório, em vários sentidos. No visual, pois inevitavelmente é o primeiro móvel visualizado na área, no conforto, por ser onde desfrutamos nossas noites de sono e também pelo tamanho, já que suas dimensões ocupam uma proporção considerável no cômodo. “As camas protagonizam a cena do dormitório e não precisam ser todas iguais. Os padrões de tamanhos nos auxiliam e orientam o projeto, mas podemos inovar no modelo, estilo, na marcenaria e cores. Inspirar em formas que marcaram época, história ou até mesmo expressam a cultura de uma região nos levam a idealizar propostas inovadoras e bastante acolhedoras no décor”, explica a arquiteta Cristiane Schiavonià frente do escritório que leva o seu nome.

Para definir a cama, ela indica levar em conta o perfil dos moradores, combinando a decisão com a versatilidade e o décor de interiores pensado para o dormitório. Acompanhe as orientações e referências utilizadas por Cristiane em seus projetos:

Neste projeto, a ideia de Cristiane Schiavoni foi investir em uma cama ‘fora do padrão’. O conceito começou a ser construído pela estética desenhada pela marcenaria, que acompanha todo perímetro da parede. De um lado, a base para o colchão com densidade mais alta, contribuindo para a altura final da cama. Ao lado, o platô é super versátil: em pé o morador acessa os itens expostos no nicho mais alto e, sentado, pode recostar na cama para assistir televisão e jogar videogame. No nível do piso revestido com carpete, a profissional deixou nichos à disposição para que o morador possa guardar ou expor aquilo que desejar | Foto: Raul Fonseca


Estilo

Conforme a arquiteta mencionou, as camas não precisam seguir uma padronização. Seguindo as características e as demandas que norteiam o projeto, o móvel pode evocar estilos diferentes para deixar, por exemplo, o dormitório mais moderno ou ampliar o espaço de armazenamento disponível. Ainda de acordo com ela, as expectativas e a personalidade do cliente ajudam a trabalhar nessa decisão. “Esteticamente falando, a cama entra no cenário para reforçar a decoração do quarto e não precisa navegar pelas clássicas queen ou king. Podemos configurar alturas diferentes, sendo mais alta ou até mais baixa que o tradicional, e a marcenaria planejada é minha aliada para deixar a cama do jeito que o morador desejar”, conta.
 

  

Neste dormitório juvenil, a cama da pequena moradora foi uma ‘consequência’, uma vez que acompanhou a marcenaria que formou os nichos do painel e a mesinha que onde acompanha as aulas online e realiza as tarefas escolares. Com os degraus, Cristiane Schiavoni incluiu espaços de armazenamento para itens como as roupas de cama | Foto: Carlos Piratininga

 

   Tamanhos, estilos e colchões

Invariavelmente, as dimensões do dormitório determinam o tamanho da cama, que devem respeitar o requisito da proporcionalidade. A arquiteta relata ser muito frequente o pedido do morador, que deseja ter uma cama queen ou king size. Entretanto, acolher o desejo sem uma análise prévia do projeto é um caminho não recomendado pela experiente profissional. “Sem levar em consideração os demais móveis e a questão da circulação mínima que deve existir, o resultado por ser um dormitório menor ou com aquela sensação de entulhado. O cuidado deve ser redobrado quando falamos de um ambiente pequeno. E não podemos esquecer que, por passarmos tantas horas com o intuito de descansar e relaxar, o resultado pode ser o oposto se tudo não for bem calculado”, relaciona Cristiane.

Além disso, a profissional menciona que a deliberação sobre a cama pode estar atrelada ao tipo de colchão e sua estética. “Com a gama de tipos de colchões, que englobam diferentes materiais e as tecnologias empregadas para o seu desenvolvimento, também busco levar em consideração a opção definida pelos moradores para determinar a cama ideal”, detalha.
 

Nesse dormitório, a inspiração para a cama evidencia um ‘quê’ oriental, com a base em marcenaria e altura um pouco menor em relação aos demais tipos. Como resultado, um visual minimalista e com linhas simples. Segundo a sabedoria japonesa, a cama mais próxima ao chão | Foto: Carlos Piratininga


Detalhes

Não é apenas a cama que muda tudo em um dormitório, mas sim sua unidade com a decoração. Para isso, o estilo do móvel, as roupas de cama e os outros mobiliários presentes no quarto precisam estar em sintonia com ela. Para isso, segundo a especialista, ter um ambiente harmonioso é primordial. “É legal apostar em uma cabeceira bacana com uma paleta de cores que combine com as cores do quarto, além de objetos decorativos que emane seus gostos e personalidades, deixando o espaço mais intimista e pessoal”, finaliza a profissional.

No dormitório da adolescente, a cama foi baseada na execução da marcenaria. Com altura elevada, os degraus ao lado levam a jovem para o conforto da cama, que também faz as vezes de sofá. Na parte inferior, gavetões e nichos completam o espaço para guardar os objetos pessoais. | Foto: Carlos Piratininga


Quarto de casal: dicas da SCA Jardim Europa para escolher cabeceira, mesa lateral e cama

sexta-feira, 12 de março de 2021


Neste projeto da FHS Arquitetura, a mesa lateral e a cabeceira com tons de cinza foram executadas pela SCA Jardim Europa. Enxoval branco e quadro colorido completam o mood tranquilo | Foto Luis Gomes
 

Um dos ambientes mais reservados da casa, o quarto de casal é onde priorizamos a intimidade e o relaxamento, portanto tudo o que leva ao bem-estar e conforto não pode ficar de fora. Para que este espaço seja ainda prático e bonito, a arquiteta Karina Alonso, sócia da SCA Jardim Europa, reuniu dicas sobre itens imprescindíveis, como cabeceira, mesa lateral e cama, trio que não pode ter erro. Sobre a paleta cromática do ambiente, os tons neutros acabam sendo os preferidos, mas nada impende de abusar nos mais evidentes. “Muitas vezes as nuances escolhidas para o ambiente são branco, cinza, preto, bege, deixando as cores fortes para detalhes como objetos de decoração ou roupa de cama, que podem ser trocados sempre que necessário”, explica Karina.

Outro cuidado importante é a iluminação. Para isso, vale ter diversos pontos de luz no ambiente, conforme a necessidade dos moradores. “Em cada momento do dia o quarto precisa de uma iluminação diferente. Por isso, é importante mesclar a luz natural do dia, a iluminação central e uma opção de luz baixa para os momentos de descanso e sono”, acredita a profissional.
 

Proposta pelo Traço68 Arquitetura+Design e executada pela SCA Jardim Europa, esta cabeceira revela uma repetição de brises de madeira de 25 mm, no padrão canela, para criar um efeito curvo e ampliar a sensação de bem-estar. Na parte inferior, um apoio de mármore serve de fixação para as mesas laterais com tampos de laca malto brilho | Foto: Mariana Orsi

 

Cabeceira

Embora a cama seja o centro do quarto, a cabeceira é responsável pela grande sensação de acolhimento e tem tudo para se tornar protagonista da decoração. Há quem prefira apostar em tons semelhantes aos da parede, deixando a peça mais disfarçada, ou quem goste de evidenciá-la com tons, texturas e materiais atraentes. Com a função de oferecer conforto e dar acabamento para a parede, ela também tem o papel de prolongar visualmente o espaço e determinar o estilo do décor. Projetada sob medida, a cabeceira ainda permite embutir as mesas laterais, pode estar contígua ao armário, criando uma marcenaria leve e fluída, e servir como apoio perfeito para quadros, fotografias e objetos. É possível combinar diversos materiais, cores e desenhos para conseguir um efeito surpreendente.

Os modelos podem ser variados, entre o clássico, capitonê, planejado, do piso ao teto, entre tantos outros. Para a escolha do ideal, convém entender o estilo e a proposta do espaço. De acordo com a arquiteta Karina Alonso, sócia da SCA Jardim Europa, uma peça realizada sob medida pode servir de apoio para gavetas e prateleiras flutuantes, até mesmo substituir a mesa de cabeira. “Prático, um painel customizado auxilia no maior aproveitamento de espaço”, explica a especialista. Já o modelo capitonê, um clássico, é sinônimo de sofisticação e elegância. “No entanto, os modelos estofados são mais volumosos e não são as melhores opções para áreas reduzidas. Mas se o casal deseja trazer um ar moderno em um ambiente clássico, a escolha pode ser bem interessante”, orienta Karina.

 


Com paleta neutra, o quarto criado pela designer de interiores Rose Diani tem mesas laterais soltas do piso, otimizando espaço graças a fixação oculta na cabeceira| Foto: Luis Gomes

 

Mesa de cabeceira

Essencial na decoração do quarto, já que funciona como apoio de luminária, celular, livro, entre outros itens, a mesa lateral (antes chamada de criado-mudo) também não pode ficar de fora. Além da estética, não deixando o ambiente vazio, ela é pensada para guardar itens e trazer muita praticidade aos moradores, principalmente durante a noite.

Como a indústria moveleira disponibiliza muitas opções de peças que atendem com exatidão no que diz respeito aos estilos, materiais, medidas e cores, os moradores podem escolher o que mais se caracteriza com o casal. Na SCA Jardim Europa, por exemplo, é possível fazer soluções customizadas. “A decisão pelo item sob encomenda se enquadra em projetos executados sob medida. Quando o móvel desejado possui um formato muito específico ou tamanho fora do padrão também pode ser solicitado”, conta Karina Alonso. Alguns cuidados são importantes para definir o tamanho da mesa de cabeceira, começando pela lista do que você pretende ter ao lado da cama. Medir as áreas disponíveis vai determinar se o projeto comporta um móvel apenas, em uma das laterais, ou uma dupla envolvendo a cama. Em quartos pequenos, a mesinha fixada na cabeceira libera espaço e economiza centímetros, assim como usar um pendente ou arandela fixados em teto ou parede (em vez do abajur). Dica: para ser funcional, a mesa de cabeceira deve ter pelo menos 45 cm de largura e 35 cm de profundidade. Também vale pensar na circulação do quarto, portanto, convém deixar uma área mínima de passagem de 60 cm de largura.

Karina Alonso recomenda ainda que a altura da mesa de cabeceira deve estar alinhada com o colchão ou até 10 cm mais baixa, o que resulta em cerca de 55 cm. Nunca esse móvel pode ser mais alto que a cama porque haverá o risco da pessoa bater o braço. Ah, nunca se esquecer de deixar uma tomada ao lado da mesinha a fim de ligar luminárias, celulares e etc.

 

 

Nesta ideia da designer de interiores Daiane Antinolfi, há mesas de cabeceiras idênticas (SCA Jardim Europa) posicionadas na altura da cama, trazendo sofisticação ao quarto | Fotos: Henry Lopes

 

Camas

Em um dormitório de casal, dois aspectos são predominantes na seleção da cama, o prático, que considera ergonomia, altura final, comprimento x largura, materiais, durabilidade, e o estético, relacionado ao design e a proposta do ambiente. A escolha vai muito além de simplesmente escolher a densidade do colchão, que também é fundamental. Após definir o estilo do quarto e como será a cama, chegou o momento de avaliar as dimensões, que sempre resultam da altura dos moradores e do espaço disponível no ambiente. Uma dica bacana para dormitórios compactos é evitar camas com a chamada quina viva, que podem causar acidentes em circulações mais restritas. Encostar a cama em uma das paredes também ajuda a otimizar espaço, assim como ter um baú sob o colchão, com lugar para guardar edredons, travesseiros e etc. Há quem prefira móveis mais baixos, semelhante aos usados pelos japoneses, ou mais altas. Tudo depende muito do gosto do casal e do que se quer trazer para o projeto de interiores.

 

A arquiteta Patricia Cardoso de Mello usou led para valorizar a cabeceira estofada e o painel que veste a parede deste quarto de casal com mesa lateral espelhada (tudo com execução da SCA Jardim Europa) | Foto: Luis Gomes

Studio Davini Castro traz dicas de como escolher a cama e cabeceira ideal

quinta-feira, 11 de março de 2021

Nesse projeto do Studio Davini Castro, a cama foi posicionada de forma a ter uma visão ampla do aposento. Foto: JP Image

Um quarto deve ser confortável e aconchegante! E, para isso, tudo deve estar em seu devido lugar – especialmente a cama, item indispensável e que influencia diretamente na disposição do espaço. Pensando nisso, a arquiteta Luizette Davini e o designer Rogério Castro, do Studio Davini Castro, separaram diversas dicas sobre como posicionar a cama corretamente no aposento.

“Escolher a posição da cama pode otimizar o espaço do quarto e nunca deve comprometer a passagem”, apontam os profissionais, que complementam. “Recomendamos que a cama tenha a visão mais ampla possível de todo o quarto, sempre de frente para a porta de entrada, mas nunca em linha reta com ela. Assim, se garante privacidade”.

Segundo Luizette Davini e Rogério Castro, camas de solteiro são mais versáteis em termos de posicionamento. “Com a tendência dos apartamentos pequenos, muitas vezes elas ficam com a cabeceira e lateral da cama encostadas em duas paredes”, explicam. Mas também é possível posicioná-la encostada na parede central do quarto, seguindo o Feng Shui. De modo geral, o posicionamento deve levar em conta as dimensões do cômodo e o gosto dos moradores, além de se atentar à circulação do espaço e luminosidade das janelas. “Dependendo do tamanho do ambiente, uma cama de casal pode ser posicionada no meio do quarto, de frente para um home theater, por exemplo. Ela pode ainda ficar na frente do armário principal, onde um painel baixo ao longo da cabeceira funciona como uma limitação para o espaço do closet”, sugere Rogério Castro.

Segundo os profissionais do Studio Davini Castro, camas de solteiro permitem mais tipos de posicionamento. Foto: JP Image

Para ambientes pequenos, a preocupação com o posicionamento é ainda mais importante. Os profissionais do Studio Davini Castro indicam que as camas de solteiro fiquem encostadas na parede, passando uma sensação maior de amplitude. Já as de casal podem ficar centralizas na parede diagonal da porta. “Evitamos também que a cama fique sob a parede da janela, ou muito próxima a ela. Corrente de ar, luminosidade, barulho e um difícil acesso à janela acabam atrapalhando o sono e dificultam a circulação do ambiente”, alertam.

Quando usar cabeceiras

Cabeceiras conferem mais aconchego aos quartos. Nesse projeto, o Studio Davini Castro optou por uma acolchoada. Foto: JP Image

Além do posicionamento correto da cama, uma forma de trazer conforto para os quartos é apostar nas cabeceiras. “Com o surgimento da cama box, as cabeceiras podem ser inovadoras, modernas e até ousadas, deixando o quarto mais descolado”, opina Rogério Castro. “O importante é que o formato esteja de acordo com as proporções do quarto”, indica Luizette Davini.

Para um quarto proporcional, a cabeceira central é a melhor opção, se estendendo pela largura da cama. Quartos com pé-direito alto podem receber uma cabeceira horizontal, que pega toda a largura da parede. Agora, quando o aposento tem um pé-direito baixo, uma cabeceira vertical pode trazer sensação de amplitude. “Nos ambientes pequenos, escolha uma cabeceira de casal mais baixa, por exemplo, que se estenda por toda a parede, em um tom semelhante ao da parede. Isso garante amplitude”, dizem. De modo geral, cabeceiras em tons neutros e claros – como o bege ou cinza – são boas escolhas para ampliar visualmente o quarto pequeno. “O ideal é escolher o modelo da cabeceira juntamente com a escolha da cama: formatos, proporção e acabamentos precisam estar alinhados”, afirmam.

O que não pode faltar na decoração do quarto infantil

terça-feira, 9 de março de 2021


Assinado pela designer de interiores Daiane Antinolfi, o quarto traz um moodboard tranquilo, mas, ao mesmo tempo, colorido | Foto: Henry Lopes


Em um período em que o isolamento social ainda se faz necessário, o quarto infantil se tornou um grande refúgio e um espaço em que as crianças passaram a habitar na maior parte do tempo, nos últimos meses. Por isso, é fundamental pensar em todos os elementos que garantam não somente conforto, como também bem-estar dos pequenos.

Quem traz as informações preciosas é a SCA Jardim Europa, que tem o mobiliário certo para todos os lugares da casa, inclusive para transformar o quarto infantil em um ambiente acolhedor, palco de brincadeiras e estudo.

O estilo navy, com tons de azul, marcou o projeto da designer de interiores Daiane Antinolfi |Foto: Henry Lopes

 

Brinquedos, cores e símbolos, tudo é válido para tornar o ambiente personalizado, com o jeitinho da criança. Perguntar suas referências, saber como é o seu dia a dia são instrumentos essenciais no direcionamento do projeto.

A bancada de estudos se tornou mais que fundamental. Para o estudo e as tarefas escolares, principalmente agora, com o ensino à distância, é primordial pensar na ergonomia. A mesa deve ter, no mínimo, 80 cm de largura e 50 cm de profundidade, medida ideal para apoiar todos os objetos, além de oferecer área suficiente para abrir e movimentar computador, livros e cadernos. Já a altura da bancada, por exemplo, deve ser adequada ao tamanho da criança, para que a coluna fique ereta durante o uso. Para os pequenos de até 7 anos, recomenda-se até 65 cm de altura. Crianças maiores, incluindo adolescentes e adultos, vale adotar entre 73 e 83 cm. Se a ideia é definir um padrão, convém investir em mesas de 76 cm de altura, que acaba sendo ideal para que a criança e adolescente use por muito tempo. Vale também fazer uma mesa inferior com 65 cm de altura como apoio para crianças menores.

 

Um ambiente clean, sereno e bem projetado contribui assertivamente para a produtividade e os bons resultados dos pequenos. A organização em um local mais reservado do quarto e, principalmente, longe dos brinquedos, pode ajudar no foco de produtividade e diminuir as distrações.

Já ouviu dizer que criança precisa de espaço? É isso mesmo. Por isso, apostar em um ambiente de bastante circulação é uma dica de ouro. Pensar num lugar para que elas possam espalhar os brinquedos no chão e ficar à vontade é bem importante.

No projeto de Daiane Antinolfi, uma prateleira contorna o quarto e deixa os livros ao alcance das crianças | Foto: Henry Lopes

 

Estimular a leitura desde cedo também deve estar entre as prioridades, portanto um espaço bacana para guardar os livros nunca pode faltar. Pode ser uma estante ou prateleiras que estejam ao alcance da criança, deixando o conteúdo de fácil acesso e dando autonomia.

Um espaço separado para roupa de cama também é importante. Um baú ou gaveta em um armário, closet ou guarda-roupa separados para essas roupas auxiliam na organização do dia a dia.

Figa Arquitetura ensina a projetar quartos com múltiplas funções

sábado, 6 de fevereiro de 2021

 

Neste quarto, a varanda foi transformada em um home office para o casal de moradores. Gaveteiro e prateleiras ajudaram a organizar os itens| Projeto: Figa Arquitetura | Foto: Thiago Travesso

Atualmente, muito além de ser um refúgio seguro e confortável para as noites de sono, o quarto tem se apropriado com louvor de outros papéis. Mantendo o aconchego que lhe é característico, o ambiente pode atender a diversas necessidades do dia a dia dos moradores de maneira bem prática.

Assim, um bom projeto consegue adicionar home office, closet, penteadeira e até sala de TV em um mesmo espaço, aliando funcionalidade, beleza e, acima de tudo, bem-estar. “Os quartos hoje em dia não se resumem a ter uma cama, mesa de cabeceira e um móvel para TV. Sem esquecer o conforto, é possível projetá-lo de acordo com a rotina de cada cliente”, afirma a arquiteta Roberta Iervolino Giglio, da Figa Arquitetura.

Ao eleger o que esse cômodo irá receber é essencial priorizar a harmonia entre os elementos e a delimitação das áreas. As medidas disponíveis também devem influenciar nesse processo, sobretudo na escolha dos móveis que irão compor o local. Afinal, itens desproporcionais poderão comprometer a circulação e/ou causar uma sensação de confusão visual.

Pensando nisso, a profissional reuniu algumas dicas importantes para montar quartos com algo a mais.

1) Home office: 

Com a crescente necessidade de trabalhar em casa, os projetos estão privilegiando a presença de um escritório organizado. Nesse sentido, muitos moradores preferem montar esse espaço no quarto, local mais reservado e calmo. “Quando incluímos o home office no quarto sempre recomendo que ele seja mais leve: um apoio para o notebook e algumas gavetas para os documentos. Isso impede que um ambiente tão relaxante seja descaracterizado”, aconselha a arquiteta Roberta.

A leveza deste quarto é mantida na construção do home office. A profissional optou por uma mesa de madeira que apoiou o computador e a impressora | Projeto: Figa Arquitetura | Foto: Thiago Travesso

Em outros casos, o escritório pode ser montado na varanda integrado ao cômodo. Dessa forma, ele pode ser mais completo, principalmente se houver uma porta ou algo que ajude a separar o espaço de dormir do de trabalhar. O equilíbrio é fundamental!

 

A varanda da suíte foi transformada em um home office completo e muito organizado | Projeto: Figa Arquitetura | Thiago Travesso

2) Penteadeira: 

“Cada vez mais as moradoras estão solicitando um cantinho para a penteadeira dentro dos dormitórios. Assim, elas conseguem se arrumar com mais facilidade”, conta Roberta Iervolino Giglio. Além de oferecer praticidade ao ser instalado perto dos itens pessoais, a peça garante um charme especial ao cômodo.

 

Ao lado da cama, o móvel recebeu uma penteadeira. Além do espelho com iluminação, há um espaço para guardar joias ou maquiagens | Projeto: Figa Arquitetura | Foto: Thiago Travesso

3) Sala de TV: 

Mesmo em uma casa com uma sala de TV perfeita para reunir a família, muitas pessoas sonham com um espaço mais reservado para assistir filmes e séries no quarto. Dessa maneira, será possível aproveitar o momento de relaxamento sem muitas interferências externas.

 

A suíte recebeu uma confortável sala de TV. O tom do sofá acompanha a paleta neutra que marca presença nos demais itens | Projeto: Figa Arquitetura | Fotos: Mariana Orsi

“Uma dica imprescindível em relação ao sofá é escolher um modelo aconchegante para não pesar no ambiente. A sua altura deve ser menor do que a da cama, priorizando a harmonia dos elementos”, recomenda a profissional.

4) Closet: 

Nem sempre há espaço disponível para a construção de um closet separado do dormitório. Nessas situações, o ideal é fazer uma composição equilibrada entre os armários e o local de dormir. Para que o ambiente não fique sobrecarregado, os móveis devem integrar e não fechar o cômodo. Por se tratar de guarda-roupas altos, o projeto precisa ser bem detalhado.

“O que não pode faltar são as portas dos armários. É inviável deixá-los abertos, pois isso criará uma sensação de desorganização. Nesse caso, o recomendado é instalar portas de correr que ocupam menos centímetros preciosos”, finaliza a arquiteta.

Quarto infantil: acompanhe dicas de decoração para deixar o ambiente ainda mais acolhedor para os pequenos

segunda-feira, 23 de novembro de 2020


Neste projeto assinado pela arquiteta Carina Dal Fabbro, a proposta foi transformar o quarto em um verdadeiro jardim. O adesivo reproduz a alegria da natureza com suas diversas espécies de flores. A altura da cama visa facilitar a movimentação da criança| Foto: Thiago Drummond
 

Em um ano em que o quarto infantil se tornou um grande abrigo e um espaço ainda mais frequentado pelas crianças em função da quarentena, mais do que nunca é fundamental pensar no ambiente não só como um local de descanso, como também propiciar bem-estar e condições que contribuam para a sua formação e crescimento pessoal.

Mas como podemos criar um ambiente que desperte o fascínio, criatividade, concentração para os estudos e até mesmo para brincar? Segundo a arquiteta Carina Dal Fabbro, à frente do escritório que leve o seu nome, a decoração, cores e o estilo do ambiente interferem ativamente em questões como o sono e a produtividade da criançada em suas atividades.

Experiente na execução de projetos de arquitetura de interiores para o público infantil, a profissional separou dicas pautadas nos quartinhos que assinou. Confira a seguir:

 

Neste quarto compartilhado por duas irmãs, o rosa pastel protagoniza o delicado desenho do papel de parede, o enxoval das caminhas e os detalhes do décor como a mesinha de apoio entre as camas e a lateral. Como resultado, suavidade e um clima tranquilo| Foto: Rafael Renzo

 

Cores:

Um ambiente clean, calmo e sereno atua positivamente para a produtividade e sensação de relaxamento. E no quarto dos pequenos não poderia ser diferente! Porém, crianças gostam de cores e, por isso, mesclar os tons no ambiente figura-se como um caminho interessante e que deve ser levado em consideração no momento de montar o quarto.

Para a arquiteta Carina Dal Fabbro, tudo depende de como a paleta de cores é aplicada. Embora a decoração genderless tenha aberto frente em projetos sem uma cor padrão, no quarto de meninos, o azul ainda é a cor mais solicitada devido às sensações que ele promove: segurança, tranquilidade, relaxamento e serenidade. O uso do verde por exemplo, também é muito bem-vindo, pois é um tom da natureza e pode ser associado ao crescimento. A cor também está associada a saúde, renovação de energias e aos recomeços”, explica.

Pensando nas meninas, Carina também conta que o rosa igualmente se configura como a cor mais pedida, acompanhado por variações como o pink, além do turquesa e o amarelo. Eu gosto muito de aplicar as cores fortes em papéis de parede e adesivos, pois são facilmente removidos e trocados quando a criança se cansar. Assim, a parede pode ser facilmente substituída por uma base mais neutra e clara”, complementa a arquiteta.

 

Iluminação:

A iluminação também é um ponto precisa ser planejado no momento de decorar o quarto da criança. No caso de um bebê, é muito essencial que o seu berço não esteja posicionado muito perto da janela – uma medida de segurança que ajuda a suavizar a entrada da luz natural.

Quanto às lâmpadas, LED com baixa intensidade e temperatura de cor amarelada é a combinação mais recomendada por proporcionar uma iluminação mais agradável. Segundo a arquiteta, a utilização de abajures também é interessante, já que o item produz uma luz mais suave no período da noite. “Indico evitar o uso de lâmpadas fluorescentes. Além de gerarem mais luz, podem incomodar e distrair a criança. As incandescentes, por serem mais quentes, também devem ser deixadas de lado”, sugere Carina.

 



Neste quarto de bebê, os tons claros oferecem mais tranquilidade para o sono do bebê e o dia a dia nos cuidados realizados por mamãe e papai |Foto: divulgação


Espaço:

Muito provavelmente você já ouviu dizer que crianças precisam de espaço e, de fato, é isso mesmo! Por isso, é necessário pensar em um dormitório ambiente de fácil circulação e, se possível, um cantinho para que possam espalhar os brinquedos no chão.

Para quem precisa trabalhar com espaços menores, vale destacar que cores claras trazem sensação de mais amplitude. “É possível contar com móveis mais funcionais e aproveitar o espaço das paredes com prateleiras, por exemplo. É uma ótima forma de manter o corredor livre para que as crianças possam ter mais fluidez”, indica Carina.


Decoração:

Tudo é válido para tornar o cômodo personalizado e com o jeitinho da criança. Utilizar as suas cores, símbolos e brinquedos favoritos auxiliam na criação de sua personalidade e podem facilitar na identificação com o ambiente. Sempre indico perguntar para a criança o que ela deseja e checar as possibilidades”, conta Carina.

Estimular a leitura desde cedo também deve estar entre as prioridades. Portanto, um espaço bacana para guardar os livros é uma boa pedida. Pode ser uma estante ou prateleiras que estejam ao alcance dos pequenos, deixando o conteúdo de fácil acesso.
Este período de pandemia mostrou que lição de casa não deve ser feita na mesa da sala de jantar... uma escrivaninha no quarto é essencial”, finaliza a profissional.

 

Nesse projeto, a cor azul marca presença na marcenaria planejada, no enxoval e na delicadeza do papel de parede. Os nichos e as gavetas, pensados para a altura do pequeno foi uma forma de fazê-lo aprender desde pequeno a manter o seu espaço
em tudo em ordem! | 
Foto: divulgação

Cama não é tudo igual! Arquiteta Patricia Penna explica como escolher o melhor estilo para o projeto do dormitório

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

 

A referência oriental é o destaque desta cama executada no dormitório assinado pelo escritório Patricia Penna Arquitetura & Design | Foto Leandro Moraes

A cama pode ser considerada o elemento mais importante do quarto. Ela é imprescindível para nosso descanso, e sua qualidade reflete diretamente em nossa saúde e bem-estar. Dessa forma, uma boa cama faz toda diferença. Mas, ao abordar uma peça tão significativa, não podemos deixar de lado a sua relevância na composição do décor. “Por, normalmente, ocupar um espaço maior que as demais peças, é fundamental que a cama esteja em harmonia com os demais elementos do quarto, como materiais e acabamentos aplicados, explica a arquiteta Patricia Penna, à frente do escritório Patricia Penna Arquitetura & Design, que em seus projetos aposta em modelos que se destacam pelos estilos e características que marcam a decoração. Acompanhe as dicas da profissional:

Vista de alguns ângulos, a cama de base recuada tem uma marcenaria de aparência leve, que parece flutuar | Foto Leandro Moraes

Existem dois aspectos importantes a serem considerados na escolha da cama: o prático e o estéticoO primeiro está diretamente ligado ao bem-estar, e deve figurar no topo das prioridades. “O aspecto prático considera questões como a ergonomia geral; altura final, comprimento x largura, além dos materiais e a segurança do design. Costumo dizer que o trabalho vai muito além de simplesmente escolher a densidade do colchão, que já é importante”, explica arquiteta.

segundo aspecto diz respeito ao estilo, que deve ‘conversar’ com a proposta do ambiente. “Sob esta ótica, a cama deixa de ser um elemento de função técnica e passa a ter importância e funções plásticas, podendo ser a ‘menina dos olhos’, de um quarto”, observa Patricia.

Espaçosa, a cama do dormitório projetado para um jovem rapaz conta com base recuada e colchão apoiado, tipo futon Foto: Sérgio Israel

É essencial que a cama represente intimamente o gosto pessoal de quem a utilizará, regra que vale para todas as decisões do projeto, segundo a arquiteta. Todavia, com a cama isso deve ser levado ainda mais em consideração. “Já tivemos clientes que queriam manter a cama anterior ou nos indicaram um modelo específico que gostariam de ter, no novo dormitório. Nestes casos, os demais itens virão em consonância com o móvel. O cliente precisa sentir-se bem, afinal esse é o lugar de repouso dele”, afirma.

Com cabeceira e “peseira” estofados em seda, esta cama de estilo Luiz XV, da Christie Moveis, tem acabamento em folha de prata | Foto: Marco Tiê

Após o estilo de cama definido, as dimensões precisam ser avaliadas. Segundo Patricia, quartos menores pedem camas proporcionais às suas dimensões. “É preciso que haja uma circulação de, no mínimo, 60cm, entre a cama e qualquer outra peça, ou parede, confrontante”, detalha. De acordo com a profissional, uma dica valiosa para dormitórios compactos é evitar camas com a chamada quina ‘viva’, que podem causar acidentes em circulações mais restritas.

  

Cama com base recuada e mesas laterais anexas, suspensas. A cama desse dormitório é mais baixa e inspirada no estilo oriental. A cabeceira com tapeçaria em linho foi aplicada no nicho formado pela marcenaria | Foto Leandro Moraes

Patricia acredita que, quando o assunto é cama, não existem tendências a serem seguidas. O que deve prevalecer é o estilo pessoal de cada um, mas afirma que os modelos de cama box com saias lisas e cabeceira, em tecido nunca sairão de moda. “O clássico e simples sempre seguirão alta, o que não significa que esta seja uma regra a ser seguida à risca”, finaliza.

Móvel lateral da cama: confira 5 dicas para utilizar o item combinando com o décor do dormitório

domingo, 18 de outubro de 2020


No projeto assinado por Carina Dal Fabbro, o apoio executado em laca fosca e com tampo de vidro foi feito sob medida para acompanhar a cabeceira. Foto: Bruno Cardi 

 

Nos projetos de dormitórios, um item pode até passar por despercebido, mas é no conjunto, figura-se como super importante: o apoio lateral da cama. Além da estética, não deixando ‘vazio’ os espaços, o móvel é pensado para guardar itens e prover apoio ao morador. Abajur, livro, óculos, copo com água, um objeto decorativo: a peça traz conforto no dia a dia de quem habita o ambiente. Mas como combinar? Qual o melhor estilo? A arquiteta Carina Dal Fabbro, à frente do escritório que leva seu nome, preparou um dossiê com informações a partir dos projetos executados por ela.

Acompanhe:

Neste projeto, a cama king size ocupava quase a totalidade da parede. A solução seguida por Carina foi escolher um apoio menor para cada lado. | Foto: João Ribeiro

 

  1. Principais tendências:

Segundo Carina Dal Fabbro, apoios laterais mais baixos e de acordo com a altura da cama tem sidos os mais procurados para compor a decoração das camas italianas, conhecidas por serem mais baixas – com aproximadamente 60cm de altura. Nessas situações, a arquiteta sugere atenção, já que o móvel escolhido para acompanhar não pode parecer desproporcional na unidade do projeto. “As tendências são importantes para trazermos um toque de sofisticação e modernidade para o quarto, mas depende muito da proposta do projeto”, pondera.

 

  1. Encomenda sob medida ou pronta-entrega:

Uma das principais dúvidas antes da compra do apoio lateral está relacionada à aquisição da peça compra ou a compra sob medida. De forma geral, a indústria moveleira disponibiliza muitas opções de móveis prontos que atendem com exatidão que diz respeito aos estilos, materiais, cores e medidas. “Muitas vezes conseguimos equacionar a proposta do décor com uma boa apuração nas lojas”, declara Carina. A decisão pelo mobiliário por encomenda se enquadra em projetos executados inteiramente sob medida ou quando o móvel desejado possui um desenho muito específico ou tamanho fora do padrão.

 

No dormitório, a proposta foi evidenciar uma herança de família fazendo as vezes de apoio lateral. Com dimensões generosas (80 cm de largura) e executado em folha de imbuia, os móveis acompanham a altura da cama | Foto: Rafael Renzo

 

  1. Combinação em cada lado da cama:

Ficou com dúvida se há necessidade de dois apoios laterais iguais, um cada lado da cama? Para Carina Dal Fabbro, tudo depende das dimensões do dormitório e da proposta executada no projeto. Em um décor mais clássico, a opção por apoios laterais idênticos segue um padrão para não ‘destoar’ no conjunto. Todavia, em projeto contemporâneo os móveis podem ser diferentes, propiciando mais personalidade ao ambiente.

 

      4.   Melhor material:

A definição do material está ligada ao gosto do morador e à decoração pretendida para o dormitório. A profissional revela que as folhas de madeira são as suas preferidas, seguida pela laca fosca. “Dependendo do projeto, o clássico MDF pode ser a melhor opção”, compartilha.

 

Acompanhando a marcenaria em MDF de todo o projeto, o apoio lateral foi executado sob medida, acompanhando o desenho da cabeceira fixa | Foto: Thiago Drummond
 

  1. Abuse da criatividade:

Em projetos mais contemporâneos, vale abusar da imaginação. Cadeiras e bancos também podem fazer o papel de apoio, assim como uma pilha de livros e outros itens mais resistentes. “Para decorar o seu espaço, tudo é válido, então abusar de materiais diferentes é uma ótima alternativa”, relata CarinaEntre as tantas boas ideias, pode-se também apostar em uma prateleira de 40 cm, fixada com dois tirantes de couro, como se fossem uma mão francesa invertida, ou até mesmo customizar gavetas. “Só indico que elas sejam resistentes, de preferências corrediças e de extração total”, finaliza.

 

 

O apoio foi produzido sob medida em MDF, pois era fixo na cabeceira. Abaixo do nicho branco, uma gaveta acompanha a criação da peça | Foto: Thiago Drummond

Dia das Crianças: Figa Arquitetura dá dicas para criar o quarto dos sonhos

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

 
Cada dormitório ressalta o período de vida das crianças e proporciona mais que um ambiente para descansar: é essencial que a atmosfera projetada acompanhe o crescimento e os momentos da infância | Projetos: Figa Arquitetura | Fotos: Thiago Travesso 

Projetar um quarto infantil pode ser aventura daquelas! Pensar nos móveis, texturas e definir a paleta de cores que irá compor esse ambiente é uma tarefa muito divertida para as crianças, os papais e sem dúvidas, para o profissional, que pode dar asas à imaginação, pondo em prática toda a sua criatividade. A arquiteta Roberta Iervolino Giglio, da Figa Arquitetura, dá dicas de como criar um quarto de crianças divertido e muito estiloso. Inspirações para o Dia das Crianças, que está por chegar! 
Normalmente os projetos rementem ao período de vida dos clientes, marcando assim o que será usado para compor esse espaço. Com os pequenos não é diferente: ao projetar o dormitório, é fundamental conhecer a faixa etária de quem habitará o cômodo. Em função da idade, o projeto definirá os elementos adicionados.  “Em um quarto de bebê, por exemplo, berço, poltrona de amamentação e cômoda são peças primordiais. Para crianças acima de um ano, já podemos trazer a cama, uma estante para brinquedos e outras referências lúdicas”, explica Roberta. 

Neste quarto projetado por Roberta, as cores em tons pastel contrastam com o piso de tacos. O tapete com estampas geométricas contrapõe a delicadeza dos papéis de parede florais, que podem ser trocados facilmente quando a pequena princesa enjoar da estampa. O espaço pode acomodar desde meninas mais novas até pré-adolescentes| Fotos: Thiago Travesso 

A liberdade para a criatividade das crianças é um dos maiores responsáveis por diferir um quarto adulto de um infantil. É importante que elas tenham liberdade e autonomia para manusear todos os elementos que o compõem, ponto esse que refletirá sua personalidade e dará um tom muito mais pessoal ao espaço.  Diferentemente de quartos de adultos, esses ambientes devem ter um espaço dedicado às brincadeiras; as alturas para acesso aos objetos e outros usos devem ser pensadas para ajudar os pequenos e, claro, a decoração deve ser mais divertida e colorida.  
“Por conta da sua altura mais rente ao chão, a cama montessoriana é ótima para as crianças menores e a bicama pode ser boa para quartos divididos ou aquele dia de receber o amiguinho que vai passar a noite na sua casa ou até a babá”, sugere a arquiteta. 

 
No primeiro ambiente, a Figa Arquitetura brinca com a marcenaria utilizando uma bicama produzida com o mesmo tipo de madeira utilizado nas paredes, que remetem a um cercado de palitos de sorvetes. Outra opção para os quartos divididos é o beliche, que ganhou um ar industrial com esse corrimão em ferro. | Fotos: Thiago Travesso  

Normalmente, o estilo do quarto infantil depende muito do gosto dos pais e, claro, da criança. Hoje em dia, o que está em alta para este tipo de ambiente é o estilo mais moderno e colorido possível. A arquiteta Roberta destaca a preferência por evitar projetos temáticos, pois dessa forma a criança pode aproveitar o cômodo por muito mais tempo. “Os elementos geométricos costumam fazer muito sucesso com eles”, relaciona.  

Na composição, não podem faltar os móveis para guardar e expor os brinquedos, além de baús, porta-livros e tapetes de borracha, que deixam o chão mais confortável e seguro para os momentos de brincar. Para as crianças a partir de 5 anos, um cantinho dedicado aos estudos é indispensável. Escrivaninha e cadeira na altura adequada, bem como acessórios como porta-lápis e os livros favoritos deixarão o estudante mirim mais animado para fazer o dever de casa. “Se o quarto for mais amplo, uma boa dica é fazer uma separação de espaços para que os brinquedos não tirem a atenção dos estudos”, sugere Roberta. 

 
Com inspiração no Lego, a marcenaria ressalta os encaixes das peças no móvel com armários e gavetas, além dos nichos. No segundo ambiente, a estante de madeira abriga os brinquedos, podendo abranger livros e materiais escolares, seguindo o crescimento da menina. | Fotos: Fernanda Gheton (primeira) Thiago Travesso (segunda) 

Por fim, um item extremamente importante é a segurança. Grades de cama para os menores, telas nas janelas, evitar cantos pontiagudos e fixar estantes nas paredes são alguns dos pontos que devem ser seguidos à risca. “Esse cuidado evita acidentes graves ocasionados pela curiosidade das crianças, que podem escalar o móvel. Nos cercamos de uma lista completa que faz a diferença na paz e tranquilidade de toda a família”, finaliza Roberta. 



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